CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019
Considere que o exame de gonioscopia ilustrado abaixo foi realizado com depressão corneana:
Gonioscopia com depressão → diferencia fechamento aposicional (abre) de sinequial (não abre).
A indentação corneana durante a gonioscopia empurra o humor aquoso para a periferia, permitindo distinguir se o ângulo está fechado por contato iridocorneano simples ou por adesões permanentes.
A gonioscopia é o padrão-ouro para a avaliação do ângulo da câmara anterior. Em pacientes com suspeita de fechamento angular, a manobra de depressão é o passo seguinte obrigatório para definir a fisiopatologia do fechamento. Se o ângulo abre com a depressão, confirmamos um fechamento aposicional, frequentemente causado por bloqueio pupilar. Se o ângulo permanece fechado, estamos diante de sinéquias anteriores periféricas (SAP). Esse achado altera drasticamente a conduta, podendo indicar a necessidade de procedimentos mais invasivos ou um monitoramento mais rigoroso da pressão intraocular pós-iridotomia.
A manobra de Forbes, ou gonioscopia de indentação/depressão, consiste em aplicar pressão central na córnea com uma lente de gonioscopia de pequeno diâmetro (como a de Sussman ou Posner). Essa pressão força o humor aquoso para a periferia da câmara anterior, empurrando a íris para trás e permitindo visualizar se o ângulo se abre ou se permanece fechado por sinéquias.
A diferenciação é crucial para o prognóstico e tratamento. O fechamento aposicional (contato simples) geralmente é revertido com iridotomia periférica a laser, pois resolve o bloqueio pupilar. Já o fechamento sinequial indica dano permanente e adesão da íris ao trabeculado, sugerindo que a iridotomia pode não ser suficiente para controlar a pressão intraocular.
Devem ser utilizadas lentes de quatro espelhos com pequeno diâmetro de contato e sem flange, como as lentes de Sussman, Posner ou Zeiss. Lentes maiores com flange (como a de Goldmann) não permitem a manobra de indentação de forma eficaz, pois distribuem a pressão na esclera em vez de focar na córnea central.
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