CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Para se diagnosticar pela gonioscopia um “ângulo oclusível”, o exame deve ser realizado:
Ângulo oclusível → Sala escura + fenda curta (evitar miose fotomotora) sem indentação.
O diagnóstico de ângulo oclusível requer condições que não alterem a configuração natural da íris, evitando luz excessiva que cause miose e abra o ângulo artificialmente.
A gonioscopia é o padrão-ouro para a avaliação do ângulo da câmara anterior. Para a detecção de risco de fechamento angular, a técnica deve ser meticulosa: o feixe de luz deve ser curto e estreito, posicionado fora da pupila para não induzir miose. Se o examinador precisar inclinar a lente ou pedir para o paciente olhar em direção ao espelho para ver as estruturas, o ângulo já é considerado estreito. A distinção entre fechamento aposicional (reversível) e sinéquico (permanente) é crucial para decidir entre iridotomia periférica a laser ou outros tratamentos.
A escuridão evita o reflexo fotomotor. Em sala clara, a pupila contrai (miose), o que traciona a periferia da íris para longe do trabeculado, podendo fazer um ângulo oclusível parecer aberto durante o exame.
Um ângulo é considerado oclusível quando o trabeculado posterior não é visível em 180 graus ou mais da circunferência do ângulo (pelo menos dois quadrantes) na posição primária do olhar, sem indentação.
A gonioscopia estática observa o ângulo em seu estado natural. A dinâmica (ou de indentação/introflexão) usa pressão com lentes de pequeno diâmetro (como a Zeiss) para empurrar o humor aquário contra a íris periférica, diferenciando aposição iridotrabecular de sinequias anteriores permanentes.
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