HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
Considere os pacientes 1, 2 e 3 que apresentam proteinúria variando de 4,5 a 6,2 gramas/dia:Paciente 1: Portador de linfoma de Hodgkin com uso frequente de antiinflamatórios não esteroidais.Paciente 2: Índice de massa corpórea de 41 kg/m² e com nefropatia de refluxo.Paciente 3: Portador do vírus B da hepatite e com carcinomatose. Glomeruloesclerose segmentar e focal, glomerulonefrite membranosa e nefropatia de lesões mínimas associam-se, respectivamente, aos pacientes
GESF → obesidade/refluxo; GNM → hepatite B/carcinomatose; NLM → Hodgkin/AINEs.
As glomerulopatias secundárias são frequentemente associadas a condições sistêmicas específicas. A GESF pode ser secundária à obesidade e refluxo, a GNM a infecções crônicas como hepatite B e neoplasias, e a NLM a linfomas (especialmente Hodgkin) e uso de AINEs.
As glomerulopatias secundárias representam um desafio diagnóstico e terapêutico, sendo crucial para o residente reconhecer suas associações etiológicas. A síndrome nefrótica, caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia, pode ser a manifestação inicial de diversas doenças renais primárias ou secundárias a condições sistêmicas. O conhecimento dessas associações direciona a investigação e o tratamento. A Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF) é uma causa comum de síndrome nefrótica em adultos, podendo ser primária ou secundária. Entre as causas secundárias, destacam-se a obesidade mórbida, a nefropatia de refluxo, a infecção por HIV e o uso de certas drogas. A Glomerulonefrite Membranosa (GNM) é outra causa importante de síndrome nefrótica, frequentemente associada a infecções crônicas como hepatite B e C, doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico) e neoplasias, especialmente carcinomas. Já a Nefropatia de Lesões Mínimas (NLM), embora mais comum em crianças como forma primária, em adultos pode ser secundária a linfomas (particularmente o linfoma de Hodgkin) e ao uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). A correta identificação da causa subjacente é fundamental para o manejo adequado do paciente. A biópsia renal é frequentemente necessária para confirmar o diagnóstico histopatológico e guiar a terapia. O tratamento varia conforme a etiologia, podendo incluir imunossupressores, controle da doença de base e medidas de suporte para a síndrome nefrótica, como diuréticos e inibidores da ECA/BRA. O prognóstico depende da causa e da resposta ao tratamento, com algumas formas secundárias apresentando melhor resposta à terapia da doença de base.
A GESF secundária pode estar associada a obesidade, nefropatia de refluxo, HIV, uso de drogas como heroína e doenças genéticas.
A GNM secundária é comumente associada a infecções crônicas (Hepatite B, C, sífilis, malária), doenças autoimunes (LES), neoplasias (carcinomatose) e uso de certos medicamentos.
A NLM é a glomerulopatia mais comum associada ao linfoma de Hodgkin e pode ser induzida pelo uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), manifestando-se com síndrome nefrótica.
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