Nefrite Lúpica Grave: Diagnóstico e Manejo Urgente

Universidade de Taubaté - UNITAU — Prova 2024

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 30 anos, foi admitida no hospital com quadro de fraqueza, hiporexia, febre não aferida, dispnéia, dor torácica, intensificada com a inspiração profunda, poliartralgia, edema de membros inferiores e redução do volume urinário. Informa que o quadro teve início há cerca de 30 dias, intensificado na última semana. Ao exame físico, foi identificado sinais flogísticos em joelhos e punhos, edema de membros inferiores 2+/4+, PA 170x110 mmHg, MV reduzido em 1/3 inferior, bilateralmente. Solicitado exames laboratoriais que evidenciaram: Hemoglobina 8,0 g/dL; Hematócrito 24,2%; Leucócitos global 3.200/mm3 ; Plaquetas 152.000/mm3 ; Creatinina 3,5 mg/dL; Ureia 130 mg/dL; Albumina sérica 2,4 mg/dL; Urina rotina Proteínas 3+, Leucócitos 450.000, Hemácias 320.000; Radiografia de tórax com derrame pleural bilateral e Ultrassonografia de rins e vias urinárias sem alterações. Após esses exames iniciais, foi coletado FAN, anti-DNA, pANCA, cANCA, dosagem de C3 e C4, Anti-HIV, HBsAg, Anti-HCV. Mesmo antes desses resultados, qual a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta mais coerente?

Alternativas

  1. A) Glomerulonefrite rapidamente progressiva secundária à nefrite lúpica; realização de biópsia renal com urgência e início de pulsoterapia com metilprednisolona.
  2. B) Síndrome nefrótica; início de prednisona 1mg/kg/dia e encaminhamento para o ambulatório de nefrologia, para checagem de exames solicitados na internação e seguimento clínico.
  3. C) Síndrome nefrítica; realização de biópsia renal com urgência e início de prednisona 1 mg/kg/dia.
  4. D) Glomerulonefrite rapidamente progressiva secundária à Síndrome de Goodpasture; realização de biópsia renal com urgência e início de pulsoterapia com metilprednisolona e ciclofosfamida.

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