SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Criança de sete anos está em acompanhamento no ambulatório de pediatria geral após internamento em enfermaria por quadro de Glomerulonefrite Pós-Infecciosa (GNPI) há cinco semanas. Genitora trouxe exames laboratoriais realizados naquela manhã e relatou melhora progressiva do edema, sem alterações no volume ou na cor da urina. Negou também uso diário de medicações pelo escolar. Ao avaliar os exames laboratoriais, o pediatra percebeu um resultado ainda alterado e decidiu encaminhar o escolar para realização de biópsia renal.Qual foi o exame laboratorial alterado que embasou a indicação da biópsia renal?
GNPI: proteinúria > 2g/24h ou relação proteinúria/creatinina > 2,0 após 4-6 semanas → Biópsia renal para investigar outras glomerulopatias.
Embora a hematúria microscópica e o ASLO elevado possam persistir por mais tempo na GNPI, a persistência de proteinúria nefrótica (relação proteinúria/creatinina urinária > 2,0 ou > 2g/24h) após 4-6 semanas do início do quadro é um sinal de alerta que indica a necessidade de biópsia renal para excluir outras glomerulopatias. O complemento sérico geralmente se normaliza em 6-8 semanas.
A Glomerulonefrite Pós-Infecciosa (GNPI) é uma das causas mais comuns de síndrome nefrítica em crianças, geralmente ocorrendo após uma infecção estreptocócica. Caracteriza-se por hematúria, proteinúria, edema, hipertensão e, em alguns casos, insuficiência renal aguda. A maioria dos casos tem um curso benigno e autolimitado, com recuperação completa. A avaliação laboratorial inicial inclui a dosagem de ASLO, complemento sérico (C3 e C4), creatinina, ureia e exame de urina. O complemento C3 geralmente está baixo no início e se normaliza em 6-8 semanas. A hematúria microscópica pode persistir por meses a anos. A proteinúria, inicialmente presente, tende a diminuir e desaparecer. A biópsia renal não é rotineiramente indicada na GNPI, sendo reservada para casos atípicos ou com evolução desfavorável. As principais indicações incluem hipocomplementemia persistente por mais de 8-12 semanas, proteinúria nefrótica persistente (relação proteinúria/creatinina > 2,0 ou > 2g/24h) após 4-6 semanas, insuficiência renal progressiva, ausência de melhora clínica ou evidência de doença sistêmica. A biópsia ajuda a diferenciar a GNPI de outras glomerulopatias que podem ter um prognóstico diferente e exigir tratamento específico.
Os principais sinais de alerta incluem proteinúria persistente em níveis nefróticos (relação proteinúria/creatinina > 2,0 ou > 2g/24h) após 4-6 semanas, hipocomplementemia prolongada (> 8-12 semanas), insuficiência renal progressiva e ausência de melhora clínica.
Na maioria dos casos de GNPI, o complemento sérico (C3) retorna aos níveis normais em 6 a 8 semanas. A persistência da hipocomplementemia além de 8-12 semanas deve levantar a suspeita de outras glomerulopatias, como a glomerulonefrite membranoproliferativa.
A hematúria microscópica pode persistir por até 1-2 anos após um episódio de GNPI e, isoladamente, não é uma indicação para biópsia renal, desde que não haja outros sinais de alerta como proteinúria nefrótica ou disfunção renal progressiva.
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