IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2024
Escolar é atendido na emergência com história de edema periorbitário há 2 dias e urina avermelhada. FC: 80BPM FR: 20 IRPM PA: 135 X 80mmHg. Sobre a hipótese diagnóstica mais provável nesse caso, é CORRETO afirmar:
Escolar com hematúria, edema periorbitário e hipertensão → GNPE. Complicação principal: congestão circulatória e IC.
O quadro de edema periorbitário, hematúria (urina avermelhada) e hipertensão arterial em um escolar é altamente sugestivo de Glomerulonefrite Pós-Estreptocócica (GNPE), uma síndrome nefrítica. A principal complicação da GNPE é a congestão circulatória devido à retenção hidrossalina, que pode evoluir para insuficiência cardíaca e edema agudo de pulmão.
A Glomerulonefrite Pós-Estreptocócica (GNPE) é uma das causas mais comuns de síndrome nefrítica em crianças, geralmente ocorrendo 1 a 3 semanas após uma infecção estreptocócica (faringite ou piodermite) pelo Streptococcus pyogenes. É uma doença imunomediada, caracterizada por inflamação glomerular aguda. Sua importância clínica reside na possibilidade de complicações graves se não for reconhecida e tratada adequadamente. A fisiopatologia da GNPE envolve a formação de imunocomplexos que se depositam nos glomérulos, ativando o sistema complemento e causando inflamação e dano glomerular. O diagnóstico é clínico (hematúria, edema, hipertensão) e laboratorial (ASLO/anti-DNAse B elevados, C3 baixo, EAS com hematúria e proteinúria). Deve-se suspeitar em qualquer criança com edema e urina escura após infecção recente. O tratamento é de suporte, visando controlar a hipertensão e a sobrecarga hídrica. Inclui restrição de sódio e líquidos, diuréticos (furosemida) e anti-hipertensivos (inibidores da ECA, bloqueadores de canal de cálcio). Antibióticos são usados apenas para erradicar a infecção estreptocócica residual. O prognóstico é geralmente excelente em crianças, com recuperação completa da função renal na maioria dos casos, embora a hipertensão possa persistir por mais tempo.
A GNPE manifesta-se classicamente com hematúria (macro ou microscópica), edema (periorbitário, facial, membros inferiores) e hipertensão arterial, formando a tríade da síndrome nefrítica.
A principal complicação é a congestão circulatória, que pode levar à insuficiência cardíaca e edema agudo de pulmão. O manejo inclui restrição hídrica e de sódio, e uso de diuréticos (furosemida) e anti-hipertensivos.
O diagnóstico laboratorial inclui EAS (hematúria, proteinúria), urocultura negativa, elevação de anticorpos anti-estreptocócicos (ASLO, anti-DNAse B) e redução dos níveis séricos de C3.
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