FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
Menina de oito anos queixou-se de inchação dos olhos e urina de cor escura. A mãe observou redução do débito urinário a partir do segundo dia de doença. No quarto dia, foi levada à emergência após crise epiléptica tônico-clônica prolongada. Exame físico: inconsciente, afebril, FC: 104 bpm, FR: 24 irpm, PA: 148/96 mmHg, RCR2T e ausência de hepatoesplenomegalia. O tratamento farmacológico imediato consiste nas seguintes classes de medicamentos:
GNPE com crise convulsiva e hipertensão grave → controle pressórico e anticonvulsivantes imediatos.
A paciente apresenta um quadro de síndrome nefrítica (edema, hematúria, oligúria) com complicações graves como hipertensão arterial severa e encefalopatia hipertensiva manifestada por crise epiléptica. O manejo imediato visa controlar a pressão arterial para prevenir danos a órgãos-alvo e interromper a crise convulsiva.
A glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE) é uma das causas mais comuns de síndrome nefrítica aguda em crianças, geralmente ocorrendo 1 a 3 semanas após uma infecção estreptocócica (faringite ou piodermite). Sua importância clínica reside na necessidade de reconhecimento e manejo rápido das complicações, como a hipertensão arterial grave e a sobrecarga volêmica, que podem levar a emergências como encefalopatia hipertensiva e edema agudo de pulmão. A fisiopatologia envolve a formação de imunocomplexos que se depositam nos glomérulos, ativando o sistema complemento e causando inflamação. Isso resulta em dano glomerular, levando à redução da filtração, retenção de sódio e água, e consequente hipertensão e edema. A crise convulsiva tônico-clônica no contexto da GNPE é uma manifestação de encefalopatia hipertensiva, uma emergência médica que exige intervenção imediata para reduzir a pressão intracraniana e prevenir lesões cerebrais permanentes. O tratamento da GNPE é principalmente de suporte, com foco no controle da hipertensão, manejo da sobrecarga volêmica e tratamento de complicações. Anti-hipertensivos (como furosemida, hidralazina, nifedipino) são essenciais para controlar a pressão arterial. Em caso de crise convulsiva, anticonvulsivantes (ex: benzodiazepínicos) devem ser administrados rapidamente. A restrição hídrica e de sódio também é fundamental. O prognóstico a longo prazo é geralmente bom em crianças, com recuperação completa da função renal na maioria dos casos.
A GNPE tipicamente se manifesta com síndrome nefrítica, incluindo edema (especialmente periorbital), hipertensão arterial, hematúria (urina escura, cor de coca-cola) e oligúria. Pode haver também fadiga, cefaleia e mal-estar.
A hipertensão grave na GNPE, especialmente com sinais de encefalopatia hipertensiva (como convulsões), requer tratamento imediato com anti-hipertensivos de ação rápida, como furosemida (para reduzir sobrecarga volêmica), hidralazina ou nitroprussiato de sódio, dependendo da gravidade e resposta.
As convulsões na GNPE são geralmente secundárias à encefalopatia hipertensiva, causada pela elevação súbita e grave da pressão arterial. O edema cerebral resultante da disfunção da autorregulação vascular cerebral leva a sintomas neurológicos, incluindo crises epilépticas.
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