IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Em relação à glomerulonefrite pós-infecciosa, assinale a alternativa CORRETA:
GNDA: 1-3 sem pós-faringite ou 3-5 sem pós-impetigo por Estreptococo Grupo A.
A glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE) é uma complicação tardia de infecções por Streptococcus pyogenes. O período de latência é crucial para o diagnóstico, sendo mais curto após faringite e mais longo após infecções cutâneas como impetigo.
A glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE) é uma das causas mais comuns de síndrome nefrítica aguda em crianças, embora possa ocorrer em adultos. É uma complicação não supurativa de infecções prévias por cepas nefritogênicas do Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do Grupo A), seja por faringite ou impetigo. A compreensão do agente etiológico e do período de latência é crucial para o diagnóstico. A fisiopatologia envolve a deposição de imunocomplexos nos glomérulos, levando a uma resposta inflamatória. O diagnóstico é clínico, baseado na tríade de hematúria, edema e hipertensão, associado à história de infecção estreptocócica recente e achados laboratoriais como C3 baixo e ASLO ou anti-DNase B elevados. A biópsia renal é raramente necessária, sendo reservada para casos atípicos ou de evolução desfavorável. O tratamento é de suporte, visando controlar a hipertensão, o edema e a sobrecarga volêmica. A maioria dos pacientes tem um bom prognóstico, com recuperação completa da função renal. É importante monitorar a pressão arterial e a função renal a longo prazo, especialmente em casos de doença mais grave ou persistência de alterações urinárias.
Os sinais incluem hematúria (urina escura), edema (principalmente facial e periorbital), hipertensão arterial e oligúria, caracterizando uma síndrome nefrítica aguda.
O agente mais comum é o Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do Grupo A), que causa infecções de orofaringe (faringite) ou de pele (impetigo).
Após faringite, a GNPE geralmente se manifesta em 1 a 3 semanas. Após impetigo, o período de latência é mais longo, de 3 a 5 semanas.
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