UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
A glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica (GNDAPE) é uma complicação tardia de uma infecção por cepas nefrogênicas do Estreptococo Beta-hemolítico do grupo A, muito comum na infância, sendo fundamental a abordagem terapêutica e diagnóstica do caso. Sobre a GNDAPE selecione a opção terapêutica mais recomendada para condução desses casos.
GNDAPE → tratamento sintomático: restrição hídrica/sal, anti-hipertensivos, diuréticos; diálise em casos graves.
O tratamento da GNDAPE é primariamente de suporte e sintomático, pois a doença é autolimitada. Foca-se no controle da hipertensão, edema e sobrecarga volêmica com restrição de sal e água, diuréticos e anti-hipertensivos. Antibióticos não alteram o curso da doença renal, mas podem erradicar a cepa nefrogênica.
A Glomerulonefrite Difusa Aguda Pós-Estreptocócica (GNDAPE) é uma complicação tardia não supurativa de infecções por cepas nefrogênicas do Estreptococo Beta-hemolítico do grupo A, como faringite ou impetigo. Caracteriza-se por um processo inflamatório glomerular mediado por imunocomplexos, resultando em hematúria, proteinúria, edema, hipertensão e, em casos graves, insuficiência renal aguda. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com evidência de infecção estreptocócica prévia (ASLO elevado, cultura positiva) e achados urinários típicos. O tratamento da GNDAPE é essencialmente de suporte, visando controlar as manifestações clínicas e prevenir complicações. Não há terapia específica para a lesão glomerular, que geralmente se resolve espontaneamente. As medidas terapêuticas incluem restrição de sal e água para controlar o edema e a sobrecarga volêmica, uso de diuréticos (ex: furosemida) e anti-hipertensivos (ex: nifedipino, hidralazina) para manejar a hipertensão arterial. Em casos de insuficiência renal grave, oligúria persistente ou sobrecarga volêmica refratária, a terapia dialítica pode ser necessária. O uso de antibióticos é para erradicar a infecção estreptocócica inicial, não para tratar a glomerulonefrite em si.
O principal objetivo é o manejo sintomático das complicações, como hipertensão arterial, edema e sobrecarga volêmica, uma vez que a doença renal é autolimitada e não há tratamento específico para a lesão glomerular.
Recomenda-se restrição de sal e água, uso de diuréticos (como furosemida) para reduzir a sobrecarga volêmica e anti-hipertensivos (como bloqueadores de canais de cálcio ou vasodilatadores) para controlar a pressão arterial.
Antibióticos são indicados para erradicar a infecção estreptocócica inicial e prevenir a transmissão, mas não alteram o curso da glomerulonefrite já estabelecida. A profilaxia secundária com penicilina pode ser considerada em surtos.
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