GNDAPE: Manejo Terapêutico e Sintomático

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020

Enunciado

A glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica (GNDAPE) é uma complicação tardia de uma infecção por cepas nefrogênicas do Estreptococo Beta-hemolítico do grupo A, muito comum na infância, sendo fundamental a abordagem terapêutica e diagnóstica do caso. Sobre a GNDAPE selecione a opção terapêutica mais recomendada para condução desses casos.

Alternativas

  1. A) O tratamento está focado em tratar o Estreptococo Beta-hemolítico do grupo A, sendo recomendado atualmente pelas diretrizes nacional e internacionais o uso de Ceftriaxona por sete dias, pois a maioria dos Estreptococos são resistentes a penicilina.
  2. B) O tratamento está focado nos sintomas do paciente, sendo recomendada restrição de sal e água, tratamento da hipertensão e, nos casos graves, terapia dialítica.
  3. C) O tratamento a ser instituído é com restrição de sal e água e o uso de antimicrobianos, sendo recomendado atualmente o uso de ceftriaxona para cobertura do Estreptococo e o uso da oxacilina, pois o Estafilococo é a segunda causa de glomerulonefrite na infância.
  4. D) O tratamento deve ser focado nos anti-hipertensivos, restrição de sal e água, antimicrobiano por 14 dias, visto que a doença tem duração de duas semanas, e, nos casos graves, terapia dialítica.
  5. E) O tratamento deve ser focado nos anti-hipertensivos, restrição de sal e água, antimicrobiano por dez dias e uso de albumina diariamente até melhora da proteinúria urinária.

Pérola Clínica

GNDAPE → tratamento sintomático: restrição hídrica/sal, anti-hipertensivos, diuréticos; diálise em casos graves.

Resumo-Chave

O tratamento da GNDAPE é primariamente de suporte e sintomático, pois a doença é autolimitada. Foca-se no controle da hipertensão, edema e sobrecarga volêmica com restrição de sal e água, diuréticos e anti-hipertensivos. Antibióticos não alteram o curso da doença renal, mas podem erradicar a cepa nefrogênica.

Contexto Educacional

A Glomerulonefrite Difusa Aguda Pós-Estreptocócica (GNDAPE) é uma complicação tardia não supurativa de infecções por cepas nefrogênicas do Estreptococo Beta-hemolítico do grupo A, como faringite ou impetigo. Caracteriza-se por um processo inflamatório glomerular mediado por imunocomplexos, resultando em hematúria, proteinúria, edema, hipertensão e, em casos graves, insuficiência renal aguda. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com evidência de infecção estreptocócica prévia (ASLO elevado, cultura positiva) e achados urinários típicos. O tratamento da GNDAPE é essencialmente de suporte, visando controlar as manifestações clínicas e prevenir complicações. Não há terapia específica para a lesão glomerular, que geralmente se resolve espontaneamente. As medidas terapêuticas incluem restrição de sal e água para controlar o edema e a sobrecarga volêmica, uso de diuréticos (ex: furosemida) e anti-hipertensivos (ex: nifedipino, hidralazina) para manejar a hipertensão arterial. Em casos de insuficiência renal grave, oligúria persistente ou sobrecarga volêmica refratária, a terapia dialítica pode ser necessária. O uso de antibióticos é para erradicar a infecção estreptocócica inicial, não para tratar a glomerulonefrite em si.

Perguntas Frequentes

Qual o principal objetivo do tratamento da GNDAPE?

O principal objetivo é o manejo sintomático das complicações, como hipertensão arterial, edema e sobrecarga volêmica, uma vez que a doença renal é autolimitada e não há tratamento específico para a lesão glomerular.

Quais medidas terapêuticas são recomendadas para controlar a hipertensão e o edema na GNDAPE?

Recomenda-se restrição de sal e água, uso de diuréticos (como furosemida) para reduzir a sobrecarga volêmica e anti-hipertensivos (como bloqueadores de canais de cálcio ou vasodilatadores) para controlar a pressão arterial.

O uso de antibióticos é eficaz no tratamento da GNDAPE?

Antibióticos são indicados para erradicar a infecção estreptocócica inicial e prevenir a transmissão, mas não alteram o curso da glomerulonefrite já estabelecida. A profilaxia secundária com penicilina pode ser considerada em surtos.

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