GNPE: Diagnóstico e Manejo da Síndrome Nefrítica Infantil

Faculdade de Medicina Nova Esperança — Prova 2026

Enunciado

Um menino de 8 anos, previamente saudável, é levado ao pronto atendimento com queixa de inchaço nas pálpebras ao acordar há 3 dias, que evoluiu para edema em tornozelos e discreto aumento do abdome. A mãe refere ainda que, no mesmo período, a urina do filho ficou escura, semelhante a "coca-cola", e em menor quantidade. Há cerca de 2 semanas, apresentou dor de garganta com febre baixa, tratada apenas com analgésicos. Atualmente, queixa-se de cefaleia e náuseas, sem vômitos ou febre. Estado geral regular, com edema periorbitário bilateral e maleolar bilateral. PA: 130x85 mmHg (percentil > 95 para idade). FC: 96 bpm, FR: 24 irpm, SatO₂: 97% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: sem estertores. Abdome: discreta ascite, sem visceromegalias. Urina tipo I: hematúria macroscópica (+++ hemácias dismórficas), proteinúria 1+, cilindros hemáticos. Ureia: 38 mg/dl, creatinina: 0,8 mg/dL. Complemento C3: 35 mg/dL. ASLO: 600 UI/mL. Hemograma: discreta leucocitose, plaquetas normais. Qual o diagnóstico mais provável e a conduta inicial adequada nesse paciente?

Alternativas

  1. A) Síndrome nefrótica idiopática; iniciar corticoide oral de imediato.
  2. B) Nefropatia por IgA; indicar biópsia renal imediata.
  3. C) Glomerulonefrite pós-estreptocócica; iniciar tratamento de suporte com restrição hídrica/sódio e diurético.
  4. D) Lúpus eritematoso sistêmico; iniciar pulsoterapia com corticoide endovenoso.
  5. E) Glomerulonefrite membranoproliferativa; iniciar imunossupressor.

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