Glomerulonefrite Pós-Estreptocóccica: Diagnóstico e Manejo

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023

Enunciado

Sobre a glomerulonefrite pós-estreptocóccica (GNPE) podemos afirmar, EXCETO:

Alternativas

  1. A) A tríade clássica é: hematúria, hipertensão e edema.
  2. B) Os sintomas ocorrem por volta de 2-6 semanas após tonsilite e impetigo.
  3. C) A complicação mais frequente é a congestão circulatória.
  4. D) O uso de diuréticos, como furosemida, é a base do tratamento.
  5. E) A dieta inicial recomendada é de arroz e frutas.

Pérola Clínica

GNPE: Tríade = hematúria, hipertensão, edema. Tratamento é suporte, diuréticos para congestão.

Resumo-Chave

A GNPE é uma complicação tardia de infecções estreptocócicas, manifestando-se com a tríade clássica. O tratamento é principalmente de suporte, e diuréticos são usados para controlar a congestão circulatória, não como a base do tratamento em todos os casos.

Contexto Educacional

A Glomerulonefrite Pós-Estreptocóccica (GNPE) é uma doença renal inflamatória aguda que ocorre como uma complicação não supurativa de infecções prévias pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). Geralmente afeta crianças em idade escolar e é caracterizada pela tríade de hematúria, hipertensão e edema, sendo uma causa comum de síndrome nefrítica aguda. Os sintomas da GNPE surgem tipicamente 1 a 2 semanas após uma faringite estreptocócica ou 2 a 6 semanas após uma infecção cutânea (impetigo). A fisiopatologia envolve a formação de imunocomplexos que se depositam nos glomérulos, ativando o sistema complemento e causando inflamação. O diagnóstico é clínico, laboratorial (queda de C3, ASLO ou anti-DNase B elevados) e, raramente, biópsia renal é necessária para confirmação. O tratamento da GNPE é essencialmente de suporte, visando controlar a hipertensão, o edema e a sobrecarga volêmica. Isso inclui restrição de sódio e líquidos, e o uso de diuréticos (como furosemida) para manejar a congestão circulatória, que é a complicação mais frequente e potencialmente fatal. Antibióticos são usados apenas para erradicar a infecção estreptocócica ativa, não para tratar a glomerulonefrite em si. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa na maioria dos casos, embora uma pequena porcentagem possa evoluir para doença renal crônica.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes da tríade clássica da Glomerulonefrite Pós-Estreptocóccica (GNPE)?

A tríade clássica da GNPE inclui hematúria (macroscópica ou microscópica, conferindo aspecto de 'chá' ou 'Coca-Cola' à urina), hipertensão arterial e edema (geralmente periorbital e de membros inferiores).

Qual a principal complicação da GNPE e como é manejada?

A complicação mais frequente e grave da GNPE é a congestão circulatória (hipervolemia), que pode levar a insuficiência cardíaca congestiva e edema pulmonar agudo. É manejada com restrição hídrica e de sódio, e uso de diuréticos como a furosemida.

Por que o uso de diuréticos não é a base do tratamento da GNPE?

Diuréticos são importantes para controlar a sobrecarga volêmica e a hipertensão na GNPE, mas o tratamento é primariamente de suporte, focando na restrição de sódio e líquidos, e no controle da pressão arterial. A doença é autolimitada e não há tratamento específico para a inflamação glomerular.

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