SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Sobre a glomerulonefrite pós-estreptocóccica (GNPE) podemos afirmar, EXCETO:
GNPE: Tríade = hematúria, hipertensão, edema. Tratamento é suporte, diuréticos para congestão.
A GNPE é uma complicação tardia de infecções estreptocócicas, manifestando-se com a tríade clássica. O tratamento é principalmente de suporte, e diuréticos são usados para controlar a congestão circulatória, não como a base do tratamento em todos os casos.
A Glomerulonefrite Pós-Estreptocóccica (GNPE) é uma doença renal inflamatória aguda que ocorre como uma complicação não supurativa de infecções prévias pelo Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico do grupo A). Geralmente afeta crianças em idade escolar e é caracterizada pela tríade de hematúria, hipertensão e edema, sendo uma causa comum de síndrome nefrítica aguda. Os sintomas da GNPE surgem tipicamente 1 a 2 semanas após uma faringite estreptocócica ou 2 a 6 semanas após uma infecção cutânea (impetigo). A fisiopatologia envolve a formação de imunocomplexos que se depositam nos glomérulos, ativando o sistema complemento e causando inflamação. O diagnóstico é clínico, laboratorial (queda de C3, ASLO ou anti-DNase B elevados) e, raramente, biópsia renal é necessária para confirmação. O tratamento da GNPE é essencialmente de suporte, visando controlar a hipertensão, o edema e a sobrecarga volêmica. Isso inclui restrição de sódio e líquidos, e o uso de diuréticos (como furosemida) para manejar a congestão circulatória, que é a complicação mais frequente e potencialmente fatal. Antibióticos são usados apenas para erradicar a infecção estreptocócica ativa, não para tratar a glomerulonefrite em si. O prognóstico é geralmente bom, com recuperação completa na maioria dos casos, embora uma pequena porcentagem possa evoluir para doença renal crônica.
A tríade clássica da GNPE inclui hematúria (macroscópica ou microscópica, conferindo aspecto de 'chá' ou 'Coca-Cola' à urina), hipertensão arterial e edema (geralmente periorbital e de membros inferiores).
A complicação mais frequente e grave da GNPE é a congestão circulatória (hipervolemia), que pode levar a insuficiência cardíaca congestiva e edema pulmonar agudo. É manejada com restrição hídrica e de sódio, e uso de diuréticos como a furosemida.
Diuréticos são importantes para controlar a sobrecarga volêmica e a hipertensão na GNPE, mas o tratamento é primariamente de suporte, focando na restrição de sódio e líquidos, e no controle da pressão arterial. A doença é autolimitada e não há tratamento específico para a inflamação glomerular.
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