HFCF - Hospital Federal Cardoso Fontes (RJ) — Prova 2019
Paciente feminino de 9 anos da entrada na emergência com relato de hematúria há 1 semana. Duirese normal, sem disúria ou incontinência. Nega febre, vômitos, dor abdominal ou outros sintomas. Mãe informa que há 2 meses paciente apresentou amigdalite tratada com benzetalcil. Há 4 meses fez tratamento de impetigo com cafalexina. Paciente encontra-se lúcida, orientada, hidratada, coroada, eupneica em aa, ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações. Abdome flácido, peristáltico e indolor. Membros inferiores sem edema, pulsos presentes, simétricos e amplos com perfusão periférica de 2 seg. fc: 93bpm, pa 102x60mmhg. Realizado hemograma com hm 3,8m, ht 32, hb 11,0 leuco 4,760 (0/0/0/0/2/80/15/3) plaq 235.000 tap/inr 13,7/1,1 ptt 35 fibrinogenio 172 pcr 5,1 na 140 k 5,6 p 8,0 u 158 cr 3,97 glic 71 ptn 71 alb 4,2 Eas ph 6,0 cor avermelhado, ptn + piócitos 4-8/campo hem incontáveis, anti membrana basal glomerular, p-anca, c-anca, c4, c3, basal, fan e anti-sm não reativos. Ecocardiograma sem alterações / usg abdominal e urinária sem alterações; Biopsia renal (fragmentos cortical e medular renal) com positividade na incubação com soro anti c3, glanular difuso e global no mesângio e isolado em alça capilar glomerular. Ausência de especificidade nas incubações com soros anti-pool, iga, igg, igm, c1q, fibrogênio, kappa e anti-lambda. Na microscopia, observado presença de crescentes celulares e segmentares. Presença de hipertrofia das células epiteliais viscerais. Tanto em cortical quanto em medular renal, observam-se focos de edema intersticial com discreto infiltrado inflamatório, túbulos com luz ampliada com luz tubular. Membrana basal glomerular sem espessamento ou alterações agudas. Não foi observada proliferação mesangial, expansão da matriz e interposição entre o endotélio e membrana basal glomerular.
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