AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Em relação à Glomerulonefrite Difusa aguda Pós Estreptocócica (GNPE) é correto afirmar:
GNPE → C3 sérico ↓ (hipocomplementemia) é achado diagnóstico e marcador de atividade, normalizando em 6-8 semanas.
Na Glomerulonefrite Difusa Aguda Pós-Estreptocócica (GNPE), a hipocomplementemia (C3 baixo) é um achado diagnóstico característico e obrigatório, refletindo a ativação da via alternativa do complemento. A normalização do C3 em 6-8 semanas é um bom indicador de prognóstico, enquanto a persistência da hipocomplementemia sugere outros diagnósticos.
A Glomerulonefrite Difusa Aguda Pós-Estreptocócica (GNPE) é uma das causas mais comuns de síndrome nefrítica em crianças e adultos jovens, ocorrendo após uma infecção por cepas nefritogênicas de Streptococcus pyogenes. A epidemiologia mostra que infecções de garganta ou pele podem preceder a GNPE. A importância clínica reside no reconhecimento dos sinais de síndrome nefrítica (hematúria, edema, hipertensão, oligúria) e na diferenciação de outras glomerulonefrites. A fisiopatologia envolve a deposição de imunocomplexos nos glomérulos, ativando o sistema complemento. O diagnóstico da GNPE é clínico e laboratorial. Os marcadores de infecção estreptocócica recente (ASLO, anti-DNase B) são úteis, mas não diagnósticos por si só. O achado laboratorial mais característico e obrigatório é a hipocomplementemia (C3 baixo), que geralmente se normaliza em 6 a 8 semanas. A persistência da hipocomplementemia após esse período levanta a suspeita de outras glomerulonefrites. O tratamento da GNPE é de suporte, visando controlar a hipertensão, o edema e a sobrecarga volêmica. A biópsia renal não é rotineiramente indicada, sendo reservada para casos atípicos ou de evolução desfavorável. O prognóstico da GNPE é geralmente bom, com recuperação completa na maioria dos casos, embora uma pequena porcentagem possa evoluir para doença renal crônica.
A dosagem do complemento sérico, especialmente o C3, é crucial. Na GNPE, observa-se hipocomplementemia (C3 baixo), que reflete a ativação da via alternativa do complemento pela doença. É um achado diagnóstico característico.
Não é obrigatória. A dosagem de ASLO (antiestreptolisina O) ou anti-DNase B indica infecção estreptocócica prévia, mas não é diagnóstica de GNPE por si só. Cerca de 10-15% dos casos de GNPE podem ter ASLO negativo.
A biópsia renal não é rotineiramente indicada na GNPE típica, que tem curso benigno. É reservada para casos atípicos, como hipocomplementemia persistente (> 8 semanas), ausência de evidência de infecção estreptocócica, rápida progressão da doença renal ou apresentação de síndrome nefrótica.
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