GNDA Pós-Estreptocócica: Epidemiologia e Diagnóstico

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2017

Enunciado

Sandra, 7 anos, foi levada ao hospital com quadro de dispneia, edema periorbitário e abdominal, iniciado há um dia, além de cefaleia e vômitos. Negava febre e outras queixas. Ao exame físico, encontrava-se em regular estado geral, consciente e orientada, dispneica, acianótica, anictérica, afebril, taquicárdica (FC = 140 bpm), edemaciada (++/4+) em face, abdome e membros inferiores. Pressão arterial > percentil 95% para altura e idade. ACV; RCR, em 3 tempos por B3, sem sopros. AP: MV+, bilateralmente, com estertores em bases. Abdome: flácido, doloroso em hipocôndrio direito, com fígado palpável a 5 cm do rebordo costal direito. Pele com manchas hipercrômicas (cicatrizes) em membros inferiores. Exames colhidos: Na = 140 mEq/L; K = 4,0 mEq/L; ureia = 40 mg/dl; creatinina = 1,1 mg/dl; sumário de urina: leucócitos = 20/campo; hemácias = 25/campo; proteinúria = +. Baseado no diagnóstico deste caso clínico, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Diferentemente dos países de clima frio, no Brasil, o impetigo tem maior importância epidemiológica como infecção prévia desse quadro clínico do que a faringoamigdalite.
  2. B) A prednisona é o corticosteroide utilizado com maior frequência para essa condição, sendo prescrita na posologia de 2 mg/kg/dia.
  3. C) A cintilografia com DMSA deve ser realizada para avaliar a presença de cicatrizes renais e auxiliar no diagnóstico.
  4. D) A ASLO elevada é obrigatória para o diagnóstico, e seus títulos dependerão do sorotipo infectante e do local da infecção.
  5. E) O antibiótico de escolha nesse caso é a ceftriaxona e, por precaução, deve ser iniciado após coleta de urinocultura.

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