SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Com relação as glomerulopatias em crianças, é CORRETO afirmar que:
GNDA = sequela tardia e não supurativa de estreptococcia.
A Glomerulonefrite Difusa Aguda (GNDA) é uma sequela imunológica de infecções estreptocócicas, manifestando-se semanas após a infecção inicial. É crucial diferenciá-la de outras glomerulopatias infantis, como a Síndrome Nefrótica, cuja principal variante histopatológica na criança é a Doença de Lesões Mínimas, e não a GESF.
As glomerulopatias representam um grupo importante de doenças renais em crianças, com diversas etiologias e apresentações clínicas. A Glomerulonefrite Difusa Aguda (GNDA) é uma das mais conhecidas, sendo uma complicação imunomediada de infecções estreptocócicas. Sua compreensão é vital, pois, embora a maioria dos casos tenha bom prognóstico, o reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações. Os sintomas clássicos da GNDA, como edema, hipertensão e hematúria, surgem semanas após a infecção inicial, e não dias. A Síndrome Nefrótica é outra glomerulopatia comum na infância, caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. A variante mais prevalente e com melhor resposta ao tratamento é a Doença de Lesões Mínimas (DLM), que é corticossensível. É fundamental diferenciar a DLM de outras causas de síndrome nefrótica, como a Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF), que tem pior prognóstico e menor resposta aos corticoides. Para residentes, o domínio das glomerulopatias pediátricas envolve não apenas o conhecimento das definições e fisiopatologia, mas também a capacidade de interpretar exames laboratoriais, como a proteinúria, e de reconhecer as características clínicas que guiam o diagnóstico e a conduta terapêutica. A distinção entre as diferentes formas de glomerulopatias é essencial para um tratamento eficaz e para o aconselhamento familiar sobre o prognóstico e as possíveis recidivas.
A GNDA é uma glomerulonefrite pós-infecciosa, considerada uma sequela tardia e não supurativa de infecções por Streptococcus pyogenes (estreptococcia) de vias aéreas superiores ou de pele. Ela se manifesta tipicamente 1 a 3 semanas após infecção de garganta ou 3 a 6 semanas após infecção de pele.
Proteinúria nefrótica em crianças é definida por valores acima de 50 mg/kg/dia ou 40 mg/m²/hora. É um dos critérios diagnósticos da síndrome nefrótica, que também inclui hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia.
A principal variante histopatológica da Síndrome Nefrótica Idiopática na criança é a Doença de Lesões Mínimas (DLM), responsável por cerca de 80-90% dos casos. A glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) é a segunda mais comum e tem um prognóstico menos favorável.
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