SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2020
B.R.S., 4 anos, apresentou quadro de infecção de pele. Após 2 semanas, evoluiu com Glomerulonefrite Aguda pós Estreptocócica. Sobre esta doença, assinale a alternativa CORRETA.
GNPE: IRA é complicação menos comum, mas grave, com oligoanúria e distúrbios eletrolíticos.
A Glomerulonefrite Aguda Pós-Estreptocócica (GNPE) é uma doença inflamatória renal. Embora a maioria dos casos tenha bom prognóstico, a insuficiência renal aguda é uma complicação grave, caracterizada por oligoanúria e distúrbios hidroeletrolíticos, sendo menos comum que a hipertensão ou edema.
A Glomerulonefrite Aguda Pós-Estreptocócica (GNPE) é uma doença renal inflamatória que se manifesta como uma complicação não supurativa de infecções prévias por cepas nefritogênicas de Streptococcus pyogenes, como faringite ou impetigo. É mais comum em crianças em idade escolar e caracteriza-se por um período de latência de 1 a 3 semanas após a infecção. A GNPE é uma das causas mais comuns de síndrome nefrítica aguda em crianças, sendo crucial para o residente reconhecer seus sinais e sintomas. A fisiopatologia envolve a deposição de imunocomplexos nos glomérulos renais, desencadeando uma resposta inflamatória que danifica a barreira de filtração. Os achados clínicos típicos incluem edema (especialmente periorbital e em membros inferiores), hipertensão arterial (muito comum e potencialmente grave), hematúria (microscópica em quase todos os casos, macroscópica em 30-50%) e oligúria. A maioria dos pacientes tem um curso benigno e se recupera completamente. No entanto, a GNPE pode levar a complicações graves. A insuficiência renal aguda (IRA) é uma das complicações mais temidas, embora menos comum que a hipertensão ou o edema. A IRA na GNPE pode se manifestar com oligoanúria intensa e distúrbios hidroeletrolíticos graves, exigindo manejo intensivo. Outras complicações incluem encefalopatia hipertensiva e insuficiência cardíaca congestiva. O tratamento é principalmente de suporte, visando controlar a hipertensão, o edema e os distúrbios eletrolíticos, enquanto a função renal se recupera. O residente deve estar apto a identificar e manejar essas complicações para garantir o melhor prognóstico.
Os achados clássicos incluem edema (principalmente periorbital), hipertensão arterial, hematúria (macroscópica ou microscópica) e oligúria, geralmente 1 a 3 semanas após uma infecção estreptocócica.
Sim, a hipertensão é muito comum na GNPE, presente em até 80% dos casos, e pode ser grave. É uma das principais causas de complicações como encefalopatia hipertensiva e insuficiência cardíaca congestiva.
A hematúria microscópica é universal na GNPE, enquanto a hematúria macroscópica (urina cor de "Coca-Cola" ou "chá") ocorre em cerca de 30-50% dos pacientes.
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