Glioma do Nervo Óptico: Diagnóstico e Associações

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015

Enunciado

Em relação ao glioma do nervo óptico:

Alternativas

  1. A) Calcificações no nervo óptico são frequentes.
  2. B) Os principais achados clínicos são a perda visual e o defeito aferente pupilar.
  3. C) Transformações malignas ocorrem em 75% dos casos.
  4. D) Pode estar associado à esclerose tuberosa. A tomografia de órbita é o exame que confere melhor resolução para a visibilização desse tumor.

Pérola Clínica

Glioma de nervo óptico → Perda visual progressiva + Defeito Pupilar Aferente Relativo (DPAR).

Resumo-Chave

O glioma do nervo óptico é um astrocitoma benigno comum na infância, fortemente associado à Neurofibromatose tipo 1, manifestando-se com baixa visual e DPAR.

Contexto Educacional

O glioma do nervo óptico é o tumor primário mais comum do nervo óptico, ocorrendo predominantemente em crianças na primeira década de vida. Histologicamente, é um astrocitoma pilocítico de baixo grau. Os sintomas cardinais incluem perda visual insidiosa, discromatopsia e defeito pupilar aferente relativo (DPAR) no olho afetado. A conduta varia desde a observação em casos estáveis (especialmente em pacientes com NF1) até quimioterapia ou radioterapia em casos de progressão documentada. A cirurgia é reservada para tumores com crescimento intraorbitário causando proptose grave ou risco de extensão quiasmática.

Perguntas Frequentes

Qual a associação entre Glioma de Nervo Óptico e NF1?

Cerca de 15% a 30% dos pacientes com Neurofibromatose tipo 1 (NF1) desenvolvem gliomas da via óptica. Diferente dos casos esporádicos, os gliomas associados à NF1 tendem a ser mais indolentes, podendo até apresentar regressão espontânea, e frequentemente envolvem o quiasma óptico de forma bilateral.

Como diferenciar Glioma de Meningioma do nervo óptico na imagem?

O glioma geralmente causa um alargamento fusiforme do nervo óptico sem calcificações. Já o meningioma da bainha do nervo óptico frequentemente apresenta calcificações e o sinal do 'trilho de trem' (realce periférico da bainha com o nervo central radiotransparente) na tomografia ou ressonância.

Qual o prognóstico do glioma do nervo óptico em adultos?

Embora o glioma da infância seja um astrocitoma pilocítico benigno (Grau I da OMS), o glioma do nervo óptico que surge em adultos é extremamente raro e costuma ser um glioblastoma multiforme altamente maligno, com rápida progressão para cegueira bilateral e óbito.

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