CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007
Assinale a alternativa correta em relação aos tumores orbitários em adultos:
Glioma do nervo óptico no adulto = comportamento maligno (glioblastoma) e prognóstico reservado.
Diferente da infância, onde o glioma é benigno e associado à NF1, no adulto ele é agressivo. O hemangioma cavernoso é o tumor benigno mais comum em adultos.
O estudo dos tumores orbitários exige a diferenciação clara entre as faixas etárias. Em adultos, a epidemiologia muda drasticamente em relação às crianças. Enquanto na infância dominam o hemangioma capilar, o rabdomiossarcoma e o glioma benigno, nos adultos devemos suspeitar de hemangioma cavernoso (benigno), linfomas e metástases. Os meningiomas da bainha do nervo óptico são tumores raros que causam perda visual progressiva e atrofia óptica com vasos colaterais optociliares. A maioria dos meningiomas que afetam a órbita em adultos são, na verdade, extensões secundárias de meningiomas da asa do esfenoide, e não tumores primários da bainha. O reconhecimento dessas nuances é fundamental para o diagnóstico diferencial e manejo terapêutico adequado.
Diferente da apresentação pediátrica, que costuma ser um astrocitoma pilocítico de crescimento lento e muitas vezes associado à Neurofibromatose tipo 1, o glioma do nervo óptico no adulto é extremamente agressivo. Ele se comporta como um glioblastoma multiforme, infiltrando rapidamente o quiasma óptico e o cérebro, apresentando um prognóstico muito reservado, com alta mortalidade apesar de tratamentos como radioterapia ou cirurgia radical.
O tumor benigno primário mais comum da órbita em adultos é o hemangioma cavernoso. Ele se apresenta tipicamente como uma massa intraconal de crescimento lento, causando proptose axial progressiva e indolor. É importante não confundir com o hemangioma capilar, que é o tumor orbitário/palpebral mais comum na infância e costuma involuir espontaneamente.
O linfoma orbitário, geralmente do tipo MALT (tecido linfoide associado à mucosa), costuma ter uma apresentação insidiosa e crônica, e não aguda. Clinicamente, manifesta-se como uma massa indolor, de consistência 'borrachosa', que pode se moldar às estruturas orbitárias. O acometimento da glândula lacrimal é comum, mas a evolução lenta é a marca registrada, diferenciando-o de processos inflamatórios agudos.
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