Glioma de Nervo Óptico: Diagnóstico e Manejo Clínico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021

Enunciado

Sobre o glioma de nervo óptico, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Está tipicamente associada à neurofibromatose tipo 2.
  2. B) A maioria dos casos é detectada na quinta década de vida.
  3. C) Observação é indicada para os casos com estabilidade e boa acuidade visual.
  4. D) A biópsia é indispensável para o diagnóstico e conduta.

Pérola Clínica

Glioma de nervo óptico estável + boa visão = Observação (frequente em NF1).

Resumo-Chave

Gliomas de via óptica são astrocitomas benignos comuns na infância, fortemente associados à NF1; a conduta conservadora é preferível na ausência de progressão clínica ou radiológica.

Contexto Educacional

O glioma do nervo óptico é o tumor primário mais comum desta estrutura, sendo histologicamente classificado como astrocitoma pilocítico (Grau I da OMS). Na população pediátrica, especialmente quando associado à NF1, o tumor pode permanecer estável por anos ou até apresentar regressão espontânea. A conduta de 'observar e esperar' (watchful waiting) com exames oftalmológicos e de imagem seriados é o padrão-ouro para casos assintomáticos. A intervenção cirúrgica é evitada sempre que possível, pois a ressecção do tumor invariavelmente resulta em cegueira total no olho afetado, sendo reservada apenas para tumores com extensão intracraniana ameaçadora ou proptose cosmética inaceitável em olhos já amauroticos.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre Glioma Óptico e Neurofibromatose?

Cerca de 15% a 20% dos pacientes com Neurofibromatose Tipo 1 (NF1) desenvolvem gliomas de via óptica. Nestes pacientes, os tumores tendem a ser mais indolentes e ter melhor prognóstico do que os casos esporádicos.

Quando o tratamento ativo é indicado?

O tratamento (quimioterapia ou, raramente, radioterapia/cirurgia) é reservado para casos com perda visual progressiva documentada, crescimento tumoral significativo na RM ou proptose grave que ameace a integridade ocular.

A biópsia é necessária para o diagnóstico?

Geralmente não. O diagnóstico é baseado em achados clínicos (perda visual, atrofia óptica) e características radiológicas típicas na Ressonância Magnética, como o alargamento fusiforme do nervo óptico.

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