Características e Diagnóstico do Glioma de Nervo Óptico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

São características do glioma de nervo óptico:

Alternativas

  1. A) Podem acometer a porção intracraniana do nervo óptico, às vezes atingindo o quiasma óptico
  2. B) São mais comuns entre a 4ª e 5ª décadas de vida
  3. C) São na maioria malignos
  4. D) Perda visual acontece em fases mais tardias e tipicamente é súbita e unilateral

Pérola Clínica

Glioma de nervo óptico → Frequentemente associado à NF1; pode se estender ao quiasma e hipotálamo.

Resumo-Chave

São astrocitomas benignos (grau I) de crescimento lento, predominantes na infância, que podem causar perda visual progressiva e proptose.

Contexto Educacional

O glioma de nervo óptico é o tumor primário mais comum do nervo óptico na infância, representando cerca de 66% das neoplasias desta estrutura. Histologicamente, a grande maioria é classificada como astrocitoma pilocítico (Grau I da OMS), caracterizado por um comportamento biológico relativamente benigno. O tumor pode estar confinado ao nervo óptico ou estender-se para a porção intracraniana, atingindo o quiasma óptico e o hipotálamo, o que pode gerar disfunções endócrinas. O diagnóstico é baseado em neuroimagem (Ressonância Magnética), que demonstra o espessamento fusiforme do nervo, muitas vezes com tortuosidade característica.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre Glioma Óptico e Neurofibromatose tipo 1 (NF1)?

Existe uma forte associação; cerca de 15% a 30% dos pacientes com NF1 desenvolvem gliomas de via óptica. Nestes pacientes, os tumores tendem a ser mais indolentes e podem ser bilaterais, exigindo monitoramento por imagem e exames oftalmológicos seriados.

Quais os sintomas típicos do glioma de nervo óptico?

Os sinais mais comuns incluem perda visual progressiva e indolor, proptose (protrusão do globo ocular), estrabismo e atrofia óptica ou edema de papila ao exame de fundo de olho. Se atingir o quiasma, pode haver defeitos de campo visual bitemporais.

Como é feito o manejo clínico desses tumores?

O manejo varia desde a observação vigilante (em tumores estáveis e assintomáticos) até quimioterapia ou radioterapia em casos de progressão documentada da perda visual ou crescimento tumoral. A cirurgia é geralmente reservada para casos de proptose severa em olhos já cegos ou tumores com risco de extensão intracraniana iminente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo