CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
São características do glioma de nervo óptico:
Glioma de nervo óptico → Frequentemente associado à NF1; pode se estender ao quiasma e hipotálamo.
São astrocitomas benignos (grau I) de crescimento lento, predominantes na infância, que podem causar perda visual progressiva e proptose.
O glioma de nervo óptico é o tumor primário mais comum do nervo óptico na infância, representando cerca de 66% das neoplasias desta estrutura. Histologicamente, a grande maioria é classificada como astrocitoma pilocítico (Grau I da OMS), caracterizado por um comportamento biológico relativamente benigno. O tumor pode estar confinado ao nervo óptico ou estender-se para a porção intracraniana, atingindo o quiasma óptico e o hipotálamo, o que pode gerar disfunções endócrinas. O diagnóstico é baseado em neuroimagem (Ressonância Magnética), que demonstra o espessamento fusiforme do nervo, muitas vezes com tortuosidade característica.
Existe uma forte associação; cerca de 15% a 30% dos pacientes com NF1 desenvolvem gliomas de via óptica. Nestes pacientes, os tumores tendem a ser mais indolentes e podem ser bilaterais, exigindo monitoramento por imagem e exames oftalmológicos seriados.
Os sinais mais comuns incluem perda visual progressiva e indolor, proptose (protrusão do globo ocular), estrabismo e atrofia óptica ou edema de papila ao exame de fundo de olho. Se atingir o quiasma, pode haver defeitos de campo visual bitemporais.
O manejo varia desde a observação vigilante (em tumores estáveis e assintomáticos) até quimioterapia ou radioterapia em casos de progressão documentada da perda visual ou crescimento tumoral. A cirurgia é geralmente reservada para casos de proptose severa em olhos já cegos ou tumores com risco de extensão intracraniana iminente.
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