HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Qual o tumor cerebral primário maligno mais frequente em adultos?
Glioblastoma Multiforme = Tumor cerebral primário maligno mais comum em adultos, astrocitoma grau IV.
O Glioblastoma Multiforme (GBM) é o tumor cerebral primário maligno mais frequente e agressivo em adultos, classificado como astrocitoma grau IV pela OMS. Caracteriza-se por rápido crescimento, alta invasividade e prognóstico reservado, apesar dos avanços terapêuticos.
O Glioblastoma Multiforme (GBM) é o tumor cerebral primário maligno mais prevalente e agressivo em adultos, representando cerca de 15% de todos os tumores intracranianos primários e 60-70% dos astrocitomas. Classificado como astrocitoma grau IV pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o GBM é caracterizado por sua rápida proliferação, alta invasividade e resistência inerente a muitas terapias, o que o torna um desafio significativo na neuro-oncologia. A fisiopatologia do GBM envolve uma complexa interação de mutações genéticas e alterações epigenéticas que levam à proliferação descontrolada de células gliais, angiogênese intensa e um microambiente tumoral imunossupressor. O diagnóstico é feito por neuroimagem (ressonância magnética com contraste) que tipicamente mostra uma lesão heterogênea, com anel de realce e necrose central, seguido de confirmação histopatológica por biópsia ou ressecção cirúrgica. O tratamento padrão para o GBM consiste na ressecção cirúrgica máxima segura, seguida de radioterapia concomitante com temozolomida (quimioterapia oral) e, posteriormente, ciclos de temozolomida adjuvante. Apesar dos avanços, o prognóstico permanece reservado, com uma sobrevida mediana de aproximadamente 15-20 meses. Pesquisas contínuas buscam novas abordagens terapêuticas, incluindo terapias-alvo, imunoterapia e terapias baseadas em campos elétricos.
Os sintomas variam conforme a localização do tumor, mas podem incluir dores de cabeça persistentes, convulsões, déficits neurológicos focais (fraqueza, alterações de fala ou visão), alterações de personalidade e náuseas/vômitos.
O diagnóstico envolve exames de imagem como ressonância magnética cerebral, seguida de biópsia ou ressecção cirúrgica para análise histopatológica, que confirma o grau e tipo do tumor.
O tratamento padrão inclui ressecção cirúrgica máxima segura, seguida de radioterapia concomitante com quimioterapia (temozolomida), e quimioterapia adjuvante. Novas terapias-alvo e imunoterapias estão em pesquisa.
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