SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Homem, 62 anos de idade, com diagnóstico de glioblastoma multiforme há 10 meses, previamente tratado com cirurgia, radioterapia e quimioterapia com temozolomida, comparece ao ambulatório com quadro de cefaleia intensa, piora progressiva nas últimas semanas, associada a episódios de confusão mental, estando restrito ao leito ou na cadeira de rodas todo o tempo. O exame neurológico revela hemiparesia direita e papiledema. A família relata que o paciente se tornou mais sonolento e não consegue se alimentar. A ressonância magnética recente mostra crescimento tumoral significativo com edema peritumoral.\n\nDiante do caso, indique a conduta mais adequada no momento:
Sinais de HIC em tumor cerebral → Dexametasona (reduz edema vasogênico).
Em pacientes com tumores cerebrais e sinais de hipertensão intracraniana por edema vasogênico, os corticosteroides são a primeira linha para redução rápida da pressão e melhora sintomática.
O glioblastoma multiforme é o tumor cerebral primário mais agressivo. O edema vasogênico associado é causado pela quebra da barreira hematoencefálica e neoangiogênese tumoral. O manejo sintomático com corticoides é crucial para melhorar a qualidade de vida e o status neurológico, especialmente em fases avançadas da doença.
A dexametasona reduz a permeabilidade dos capilares tumorais, diminuindo o edema vasogênico peritumoral e aliviando rapidamente os sintomas de hipertensão intracraniana e déficits neurológicos.
Geralmente inicia-se com doses de 10-16 mg/dia (divididas ou em dose única), podendo ser ajustada conforme a gravidade dos sintomas neurológicos e a resposta clínica do paciente.
O uso prolongado pode causar miopatia esteroide, hiperglicemia, síndrome de Cushing, insônia e aumento significativo do risco de infecções oportunistas, como a pneumonia por Pneumocystis.
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