TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023
Glioblastoma ou glioblastoma multiforme (GBM) é um tipo de tumor cerebral maligno bastante agressivo, classificando-se como de grau IV. Com relação a essa neoplasia, analise as afirmativas a seguir. I. Embora os sintomas comuns da doença incluem convulsões, náusea e vômitos, cefaleia e hemiparesia, o sintoma único mais prevalente é um déficit de memória, personalidade ou neurológico progressivo devido ao envolvimento do lobo frontal ou do temporal. Os tipos de sintomas produzidos dependem muito da localização do tumor, mais do que de suas propriedades patológicas. O tumor pode começar a produzir sintomas rapidamente, mas pode ser uma doença assintomática, até que atinja um tamanho significativo. II. Quando é visualizado através da ressonância magnética, os glioblastomas frequentemente aparecem como lesões com realce em anel. Contudo, essa aparência não é específica, já que outras lesões como abscessos, metástases e esclerose múltipla tumefativa podem ter uma aparência similar. O diagnóstico definitivo do glioblastoma multiforme requer uma biópsia estereotáxica ou uma craniotomia com ressecção do tumor e confirmação patológica. III. Até o presente, não existe cura para esse tipo de tumor, porém terapias alternativas em conjunto com o tratamento padrão (neurocirurgia, quimioterapia e radioterapia) podem aumentar estatisticamente a sobrevida do paciente para além de um ano. O tempo de sobrevida média a partir do diagnóstico em pacientes sem tratamento é de três meses, mas, com tratamento, a sobrevida de 1-2 anos é comum. Pacientes com idade avançada (> 60 anos de idade) possuem um pior risco prognóstico. A morte geralmente ocorre devido a edema cerebral ou hipertensão intracraniana. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Lesão expansiva com realce em anel + edema perilesional na RM → Glioblastoma (GBM) é a principal hipótese.
O GBM é o tumor astrocitário mais agressivo (Grau IV da OMS), caracterizado por rápido crescimento, infiltração difusa e realce anelar com necrose central na neuroimagem.
O Glioblastoma Multiforme (GBM) representa o ápice da malignidade entre os tumores gliais. Sua fisiopatologia envolve alta taxa de proliferação celular, angiogênese exuberante e áreas de necrose pseudopaliçada. Clinicamente, os pacientes apresentam sinais de hipertensão intracraniana ou déficits focais progressivos, dependendo da localização lobar. A diferenciação radiológica entre GBM, metástases únicas e abscessos cerebrais é um desafio frequente na prática neurológica, exigindo muitas vezes espectroscopia ou biópsia para confirmação. O manejo do edema cerebral com corticosteroides (dexametasona) é fundamental para o controle sintomático imediato, enquanto o tratamento definitivo busca prolongar a sobrevida e manter a qualidade de vida, embora a cura ainda permaneça inalcançável com as tecnologias atuais.
Na RM, o glioblastoma tipicamente se apresenta como uma massa heterogênea com realce periférico em anel após administração de contraste (gadolínio), refletindo a quebra da barreira hematoencefálica e necrose central. Há frequentemente edema vasogênico perilesional significativo (hipossinal em T1 e hipersinal em T2/FLAIR) e efeito de massa com desvio da linha média.
O tratamento padrão, conhecido como Protocolo de Stupp, envolve a ressecção cirúrgica máxima segura, seguida de radioterapia focal associada à quimioterapia concomitante e adjuvante com Temozolomida. Apesar do tratamento agressivo, a recorrência é quase universal devido à natureza infiltrativa do tumor que impede a ressecção de margens microscópicas.
Os principais fatores prognósticos incluem a idade do paciente (melhor em <60 anos), o status de performance (Karnofsky Performance Status - KPS), a extensão da ressecção cirúrgica e marcadores moleculares, como a metilação do promotor do gene MGMT, que confere melhor resposta à quimioterapia com agentes alquilantes.
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