MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um pesquisador analisa a cinética enzimática da fosforilação da glicose em dois tecidos distintos: o músculo esquelético e o fígado. Ele observa que a enzima muscular atinge sua velocidade máxima (Vmax) rapidamente, mesmo sob concentrações baixas de glicose no sangue. Em contrapartida, a enzima hepática apresenta uma afinidade muito menor pelo substrato, aumentando sua atividade de forma proporcional à elevação da glicemia após uma refeição rica em carboidratos, sem saturar em níveis fisiológicos normais. Considerando o papel do fígado na manutenção da homeostase glicêmica, essa característica cinética da enzima hepática (Glicoquinase) é fundamental porque:
Mutações que aumentam o Km da glicoquinase elevam o limiar para secreção de insulina e captação hepática, resultando em um tipo específico de diabetes monogênico conhecido como MODY2.
A fosforilação da glicose é o primeiro passo regulatório da glicólise, catalisada por isoenzimas com propriedades cinéticas distintas. No músculo esquelético, a hexoquinase garante a produção de energia mesmo em estados de hipoglicemia devido à sua alta afinidade pelo substrato. Já no fígado e nas células beta pancreáticas, a glicoquinase (Hexoquinase IV) opera de forma eficiente apenas quando a glicemia está elevada. Essa característica da glicoquinase é vital para a homeostase, pois evita que o fígado consuma glicose desnecessariamente durante o jejum, deixando-a disponível para tecidos dependentes (como o cérebro). Após refeições, a alta Km permite que o fígado processe grandes cargas de glicose, convertendo-as em glicogênio ou lipídeos, agindo como um verdadeiro tampão metabólico.
Não significativamente. Ao contrário da hexoquinase, a glicoquinase não é inibida pela glicose-6-fosfato, o que permite ao fígado continuar processando glicose enquanto houver excesso no sangue.
Nas células beta do pâncreas, onde sua cinética de alto Km permite que ela atue como o sensor que desencadeia a liberação de insulina proporcionalmente à glicemia.
Sua atividade cai drasticamente devido à baixa concentração de glicose (abaixo do Km) e à ação de proteínas reguladoras que a mantêm no núcleo do hepatócito.
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