UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Qual é o substrato gliconeogênico da fase inicial do jejum?
Na fase inicial do jejum, o principal substrato gliconeogênico é a proteína (aminoácidos), após esgotamento do glicogênio hepático.
Na fase inicial do jejum, após as reservas de glicogênio hepático serem esgotadas (geralmente em 12-24 horas), o corpo recorre à gliconeogênese para manter os níveis de glicose. O principal substrato para esse processo são os aminoácidos provenientes do catabolismo proteico muscular.
O metabolismo energético durante o jejum é um processo adaptativo crucial para a sobrevivência, garantindo o suprimento de glicose para tecidos glicose-dependentes, como o cérebro e os eritrócitos. Na fase inicial do jejum, que ocorre após o esgotamento das reservas de glicogênio hepático (geralmente em 12-24 horas), o corpo transita da glicogenólise para a gliconeogênese como principal mecanismo de manutenção da glicemia. Nesse período, o principal substrato gliconeogênico são os aminoácidos, liberados pelo catabolismo de proteínas musculares. Esses aminoácidos glicogênicos são transportados para o fígado, onde são convertidos em glicose através de uma série de reações enzimáticas. Outros substratos importantes incluem o lactato, proveniente da glicólise anaeróbica em eritrócitos e músculos, e o glicerol, liberado da lipólise dos triglicerídeos no tecido adiposo. Com o jejum prolongado, o corpo aumenta a produção e utilização de corpos cetônicos como fonte de energia alternativa para o cérebro, reduzindo a dependência da glicose e, consequentemente, o catabolismo proteico. A compreensão dessas adaptações metabólicas é fundamental para entender as respostas fisiológicas e patológicas a estados de privação alimentar e doenças metabólicas.
Glicogenólise é a quebra do glicogênio armazenado para liberar glicose. Gliconeogênese é a síntese de glicose a partir de precursores não carboidratos, como aminoácidos, lactato e glicerol.
Após o esgotamento das reservas de glicogênio hepático, o corpo precisa de uma fonte contínua de glicose para tecidos glicose-dependentes. Aminoácidos glicogênicos, liberados do catabolismo proteico, são convertidos em glicose no fígado.
Além dos aminoácidos, o lactato (produzido pela glicólise anaeróbica) e o glicerol (da quebra de triglicerídeos) são importantes substratos gliconeogênicos.
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