MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um homem de 28 anos, praticante de corrida de rua, decide realizar um treino de intensidade moderada em jejum de 12 horas. Durante os primeiros 30 a 40 minutos de exercício, a homeostase glicêmica é mantida primordialmente pela mobilização das reservas hepáticas de carboidratos para suprir a demanda energética sistêmica e cerebral. Esse processo de degradação é finamente regulado por sinais hormonais que ativam cascatas de sinalização intracelular, resultando na ativação de enzimas específicas que clivam o polímero de reserva. Considerando o metabolismo do glicogênio no cenário descrito, qual enzima é a principal responsável pela clivagem das ligações glicosídicas alfa-1,4, liberando unidades de glicose na forma de glicose-1-fosfato?
O glicogênio hepático mantém a glicemia por cerca de 12 a 24 horas de jejum; após esse período, a gliconeogênese torna-se a principal fonte de glicose sanguínea.
O metabolismo do glicogênio é fundamental para a manutenção da homeostase glicêmica, especialmente em situações de demanda energética aumentada ou jejum. O glicogênio hepático serve como uma reserva rápida de glicose, essencial para suprir o cérebro e outros tecidos durante períodos interalimentares ou exercício. A glicogenólise, processo de degradação do glicogênio, é finamente regulada por sinais hormonais como glucagon e adrenalina. A Glicogênio Fosforilase é a enzima-chave que cliva as ligações glicosídicas alfa-1,4, liberando unidades de glicose-1-fosfato. Este processo é crucial para a liberação de glicose na corrente sanguínea, mantendo a glicemia em níveis fisiológicos. A compreensão da regulação e das enzimas envolvidas na glicogenólise é vital para entender patologias como as doenças de armazenamento de glicogênio e para otimizar estratégias nutricionais em atletas. O balanço entre síntese (glicogênese) e degradação (glicogenólise) é um pilar da fisiologia metabólica.
No fígado, o objetivo é manter a glicemia sistêmica através da enzima glicose-6-fosfatase. No músculo, a glicose-6-fosfato entra direto na glicólise para gerar ATP para a contração, pois o músculo carece da fosfatase para liberar glicose livre.
Ela é desativada pela enzima Proteína Fosfatase 1 (PP1), que remove o grupo fosfato da fosforilase. A PP1 é ativada pela insulina, sinalizando que os níveis de açúcar no sangue já estão altos.
A Glicogênio Fosforilase não consegue quebrar as ligações alfa-1,6 (ramificações). Para isso, é necessária a 'Enzima de Desramificação', que possui atividades de transferase e alfa-1,6-glicosidase.
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