UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Em virtude do fornecimento gratuito de glibenclamida e metformina, essa combinação é frequentemente vista e utilizada nos atendimentos a pacientes do SUS. Com base nessa afirmativa, é correto afirmar:
Glibenclamida: dose máxima 20mg/dia, risco hipoglicemia e ganho de peso; Metformina: primeira escolha em obesos, monitorar função renal.
A glibenclamida é uma sulfonilureia que estimula a secreção de insulina, com risco de hipoglicemia e ganho de peso. Sua dose máxima é 20mg/dia, geralmente dividida em 1-3 tomadas antes das refeições. A metformina, uma biguanida, é a primeira escolha para DM2, especialmente em obesos, devido à sua ação de reduzir a resistência à insulina e não causar hipoglicemia ou ganho de peso.
A glibenclamida e a metformina são dois dos medicamentos mais utilizados no tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2), especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS) devido à sua disponibilidade gratuita. A glibenclamida pertence à classe das sulfonilureias, que agem estimulando a secreção de insulina pelas células beta do pâncreas. Sua posologia pode variar de 1 a 3 vezes ao dia, antes das refeições, com uma dose máxima diária de 20mg. É crucial estar atento ao seu potencial de causar hipoglicemia e ganho de peso, efeitos adversos comuns dessa classe. A metformina, por sua vez, é uma biguanida e é considerada a primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes com DM2, especialmente aqueles com sobrepeso ou obesidade. Sua ação principal é reduzir a produção hepática de glicose e aumentar a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos. Ao contrário da glibenclamida, a metformina não causa hipoglicemia nem ganho de peso, e pode até auxiliar na perda ponderal. A dose máxima recomendada é de 2550mg ao dia, geralmente dividida em 2-3 tomadas, preferencialmente com as refeições para minimizar efeitos gastrointestinais. A monitorização da função renal é mandatória para pacientes em uso de metformina, pois sua excreção é renal e o acúmulo pode levar à acidose lática, uma complicação rara, mas grave. A metformina é contraindicada quando a creatinina sérica é maior que 1,5 mg/dL em homens ou 1,4 mg/dL em mulheres, ou quando a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) é <30 mL/min/1,73m². A glibenclamida também deve ser usada com cautela em pacientes com insuficiência renal e é contraindicada em quadros de insuficiência cardíaca descompensada, embora não seja uma contraindicação absoluta em quadros compensados. A combinação de ambas as drogas é comum e eficaz, mas exige um manejo cuidadoso dos riscos e benefícios.
A glibenclamida pode ser prescrita de 1 a 3 vezes ao dia, antes das refeições, com uma dose máxima diária de 20mg. É importante titular a dose para minimizar o risco de hipoglicemia.
A metformina é preferida em pacientes obesos com DM2 porque, além de melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir a produção hepática de glicose, ela não causa ganho de peso e pode até promover uma leve perda, além de ter baixo risco de hipoglicemia.
Glibenclamida é contraindicada em insuficiência renal grave e aumenta o risco de hipoglicemia e ganho de peso. Metformina é contraindicada em insuficiência renal significativa (creatinina >1.5mg/dL em homens ou >1.4mg/dL em mulheres) e insuficiência cardíaca descompensada, devido ao risco de acidose lática, e pode causar efeitos gastrointestinais.
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