CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Paciente com retinopatia diabética proliferativa foi submetido há um dia a panfotocoagulação nos quatro quadrantes, sendo usada grande quantidade de energia total. Evoluiu com dor e piora da visão. Ao exame oftalmológico apresenta PIO de 40mmHg, câmara rasa e ângulo fechado. Qual o melhor tratamento inicial, considerando-se que a câmara era ampla antes do procedimento?
PIO ↑ pós-panfotocoagulação + câmara rasa → Cicloplégicos (Atropina).
O laser intenso pode causar efusão uveal e edema do corpo ciliar, deslocando o diafragma íris-cristalino para frente. Cicloplégicos relaxam o músculo ciliar, aprofundando a câmara.
O glaucoma de ângulo fechado secundário à panfotocoagulação é uma complicação rara mas grave. Ocorre tipicamente após sessões extensas de laser em 360 graus. O diagnóstico diferencial com glaucoma de ângulo fechado primário é feito pela história clínica e pela ausência de bloqueio pupilar. O tratamento envolve cicloplégicos, corticoides tópicos e hipotensores que não sejam mióticos.
A aplicação de grande quantidade de energia de laser pode causar inflamação, edema do corpo ciliar e efusão coroidal. Isso resulta no deslocamento anterior do diafragma íris-cristalino, fechando o ângulo e aumentando a pressão intraocular.
Os agentes cicloplégicos (como a atropina) relaxam o músculo ciliar e tensionam as zônulas, o que ajuda a puxar o cristalino e a íris para trás, aprofundando a câmara anterior e reabrindo o ângulo.
Geralmente não, pois o mecanismo deste glaucoma não é o bloqueio pupilar, mas sim um deslocamento mecânico anterior do corpo ciliar. O tratamento deve focar na redução da inflamação e no reposicionamento das estruturas oculares.
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