Glaucoma de Ângulo Fechado sem Bloqueio Pupilar: Causas

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023

Enunciado

Qual das seguintes condições pode ser a causa de glaucoma secundário de ângulo fechado sem bloqueio pupilar?

Alternativas

  1. A) Cistos de corpo ciliar.
  2. B) Ectopia lentis.
  3. C) Glaucoma de células fantasmas.
  4. D) Síndrome de Schwartz-Matsuo.

Pérola Clínica

Cistos de corpo ciliar → glaucoma de ângulo fechado sem bloqueio pupilar por anteriorização da periferia da íris.

Resumo-Chave

O fechamento angular sem bloqueio pupilar ocorre quando estruturas retro-iridinas, como cistos ou tumores, empurram mecanicamente a íris contra o trabeculado, obstruindo o escoamento do humor aquoso.

Contexto Educacional

O estudo dos mecanismos de fechamento angular é fundamental na oftalmologia para diferenciar as abordagens terapêuticas. Enquanto a iridotomia periférica a laser é o padrão-ouro para casos com bloqueio pupilar, ela pode ser ineficaz em glaucomas causados por cistos ciliares ou íris em platô, onde a fisiopatologia é puramente mecânica e periférica. O reconhecimento dessas condições através da gonioscopia e UBM previne intervenções desnecessárias e direciona para o manejo correto, que pode incluir iridoplastia ou tratamento da causa base.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o glaucoma de ângulo fechado sem bloqueio pupilar?

Diferente do glaucoma primário de ângulo fechado, onde a resistência ao fluxo na pupila causa abaulamento da íris, no mecanismo sem bloqueio pupilar, a íris é empurrada para a frente por forças posteriores (como cistos ciliares ou tumores) ou apresenta uma inserção anteriorizada (íris em platô). Isso leva ao contato iridocorneano e aumento da pressão intraocular sem a necessidade de um gradiente de pressão entre as câmaras posterior e anterior.

Como os cistos de corpo ciliar causam glaucoma?

Os cistos de corpo ciliar, especialmente quando múltiplos ou grandes, podem deslocar a periferia da íris anteriormente. Esse deslocamento reduz o espaço do ângulo iridocorneano, levando ao fechamento angular secundário. Clinicamente, isso pode mimetizar a síndrome da íris em platô, exigindo exames de imagem como a biomicroscopia ultrassônica (UBM) para o diagnóstico diferencial preciso.

Qual a diferença entre bloqueio pupilar e íris em platô?

No bloqueio pupilar, há uma dificuldade de passagem do humor aquoso da câmara posterior para a anterior através da pupila, aumentando a pressão posterior e empurrando a íris central. Na íris em platô, o ângulo é estreito devido à configuração anatômica do corpo ciliar ou da inserção da íris, mantendo a câmara anterior central profunda, mas com a periferia da íris bloqueando o trabeculado.

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