CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022
Sobre o achado da figura abaixo, é correto afirmar que:
Glaucoma pigmentário → ↑ PIO após exercício + fuso de Krukenberg + linha de Sampaolesi em jovens míopes.
A síndrome de dispersão pigmentar ocorre pelo atrito do epitélio pigmentar da íris com as zônulas cristalinianas, liberando pigmento que obstrui o trabeculado e causa picos pressóricos.
O glaucoma pigmentário é uma forma de glaucoma secundário de ângulo aberto, caracterizado pela tríade de fuso de Krukenberg, pigmentação densa do trabeculado (linha de Sampaolesi) e defeitos de transiluminação iriana radial. É mais prevalente em caucasianos, do sexo masculino, entre a terceira e quarta décadas de vida, frequentemente associado à miopia. Clinicamente, o manejo foca no controle da pressão intraocular (PIO) com análogos de prostaglandinas ou betabloqueadores. A trabeculoplastia a laser (ALT ou SLT) apresenta excelentes resultados iniciais devido à alta absorção de energia pelo pigmento no trabeculado. O acompanhamento deve ser rigoroso, pois as flutuações pressóricas podem ser significativas e levar a danos glaucomatosos rápidos se não tratadas.
Durante o esforço físico ou movimentos pupilares intensos, ocorre um aumento do contato entre a íris e as zônulas devido à configuração côncava da íris. Isso provoca uma liberação aguda de grânulos de pigmento na câmara anterior, que se depositam no trabeculado, dificultando o escoamento do humor aquoso e gerando picos de pressão intraocular, muitas vezes acompanhados de halos coloridos e dor leve.
O fuso de Krukenberg é um depósito vertical de pigmento no endotélio corneano, resultante das correntes de convecção do humor aquoso na câmara anterior. É um sinal clássico da síndrome de dispersão pigmentar, embora sua presença não confirme isoladamente o glaucoma, indicando apenas que há liberação de pigmento no segmento anterior.
A iridotomia periférica a laser pode ser utilizada para eliminar o bloqueio pupilar reverso, que causa a configuração côncava da íris. Ao igualar as pressões entre as câmaras anterior e posterior, a íris tende a se tornar plana, reduzindo o atrito com as zônulas e interrompendo a liberação de pigmento, embora sua eficácia em prevenir a progressão para glaucoma ainda seja debatida.
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