CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
Sobre a síndrome de dispersão pigmentar e o glaucoma pigmentar, é correto afirmar:
SDP/Glaucoma Pigmentar → Homens, brancos, jovens e MÍOPES (íris côncava).
A síndrome de dispersão pigmentar afeta tipicamente homens jovens míopes devido à configuração côncava da íris que atrita com as zônulas, liberando pigmento.
O glaucoma pigmentar é uma forma de glaucoma secundário de ângulo aberto. O diagnóstico é sugerido pela tríade: fuso de Krukenberg, defeitos de transiluminação da íris e hiperpigmentação da malha trabecular (linha de Sampaolesi). É importante diferenciar a síndrome de dispersão pigmentar (apenas os sinais clínicos) do glaucoma pigmentar (quando há dano ao nervo óptico ou perda de campo visual).
Ocorre devido a uma configuração côncava da íris periférica, que promove o contato e o atrito mecânico entre o epitélio pigmentar posterior da íris e as zônulas do cristalino. Esse atrito libera grânulos de pigmento na câmara anterior, que se depositam no endotélio corneano (fuso de Krukenberg) e na malha trabecular, obstruindo o escoamento do humor aquoso.
Homens jovens e míopes possuem olhos axialmente mais longos e câmaras anteriores mais profundas, o que favorece a configuração côncava da íris. Por razões ainda não totalmente esclarecidas, os homens progridem mais frequentemente da síndrome de dispersão para o glaucoma pigmentar do que as mulheres.
No glaucoma pigmentar, a malha trabecular está pesadamente pigmentada. Isso aumenta a absorção da energia do laser. Portanto, deve-se utilizar níveis de energia mais baixos do que o habitual para evitar uma reação inflamatória excessiva ou picos pressóricos pós-procedimento.
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