CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2025
Paciente apresentou oclusão de veia central da retina no olho direito há três meses. Atualmente sua acuidade visual corrigida é 0,3 nesse olho, pressão intraocular de 45 mmHg, e o seguinte aspecto gonioscópico (imagem abaixo). Qual a melhor conduta nesse momento, dentre as abaixo?
NVA + PIO ↑ pós-OVCR = Glaucoma Neovascular → Panfotocoagulação + Cirurgia de Drenagem.
O glaucoma neovascular (GNV) decorre da isquemia retiniana crônica. O tratamento exige a redução do estímulo angiogênico (PRP) e o controle cirúrgico da pressão intraocular.
O glaucoma neovascular é uma das complicações mais temidas da oclusão de veia central da retina (OVCR) isquêmica. A fisiopatologia envolve a liberação de VEGF pela retina hipóxica, estimulando a formação de neovasos na íris (rubeosis iridis) e no ângulo. O manejo clínico inicial com hipotensores e anti-VEGFs ajuda na estabilização, mas a panfotocoagulação retiniana é o pilar para cessar o estímulo isquêmico. Em casos de PIO refratária, a cirurgia fistulizante com implantes de drenagem (como Ahmed ou Baerveldt) é a conduta padrão para evitar a perda visual irreversível por dano ao nervo óptico.
Na gonioscopia, observa-se a presença de neovasos no ângulo iridocorneano (NVA), que inicialmente cruzam o esporão escleral e, posteriormente, formam uma membrana fibrovascular que retrai e fecha o ângulo (glaucoma de ângulo fechado secundário).
A panfotocoagulação (PRP) destrói áreas de retina isquêmica, reduzindo a produção de fatores pró-angiogênicos como o VEGF, o que leva à regressão dos neovasos no segmento anterior.
São indicados quando a pressão intraocular permanece muito elevada apesar do tratamento clínico e da PRP, sendo frequentemente preferidos à trabeculoplastia convencional devido ao alto risco de falha cicatricial no GNV.
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