CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
O paciente que apresenta pressão intraocular muito elevada, material esbranquiçado em forma de grumos na cápsula anterior do cristalino, câmara anterior aparentemente mais ampla no olho afetado, flare intenso e catarata tem, mais provavelmente, um quadro de:
Catarata hipermadura + PIO ↑ + flare intenso + material esbranquiçado = Glaucoma Facolítico.
Ocorre por extravasamento de proteínas de uma catarata hipermadura através da cápsula intacta, obstruindo mecanicamente o trabeculado.
O glaucoma facolítico é uma forma grave de glaucoma secundário de ângulo aberto. A fisiopatologia envolve a liquefação do córtex do cristalino em cataratas hipermaduras (Morgagnianas). Proteínas solúveis atravessam a cápsula e desencadeiam uma resposta inflamatória mínima, mas uma obstrução mecânica severa do trabeculado. Clinicamente, o paciente apresenta dor súbita, visão muito reduzida e sinais de inflamação na câmara anterior (flare e células) sem sinéquias, diferenciando-se de uveítes primárias. O reconhecimento rápido é essencial para evitar danos permanentes ao nervo óptico.
É causado pelo vazamento de proteínas de alto peso molecular de um cristalino com catarata madura ou hipermadura através de uma cápsula anterior microscopicamente porosa. Essas proteínas e macrófagos que as fagocitaram obstruem a malha trabecular, elevando a pressão intraocular.
O glaucoma facolítico é um glaucoma secundário de ângulo aberto por obstrução proteica. Já o glaucoma facomórfico é de ângulo fechado, causado pelo aumento do tamanho do cristalino (intumescência) que empurra a íris para frente, bloqueando o ângulo.
O tratamento definitivo é a extração cirúrgica do cristalino (facectomia). Inicialmente, deve-se estabilizar a pressão intraocular com hipotensores e reduzir a inflamação com corticoides tópicos antes do procedimento.
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