CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Observam-se em olhos com glaucoma do desenvolvimento, mas não nos com glaucomas adquiridos no adulto:
Glaucoma pediátrico = ↑ Diâmetro corneano + Estrias de Haab (rupturas de Descemet).
A elasticidade dos tecidos oculares na infância permite a expansão do globo (buftalmia) e rupturas na membrana de Descemet (Haab) sob alta pressão, sinais ausentes no adulto.
O glaucoma do desenvolvimento, especialmente o congênito primário, decorre de uma malformação do ângulo da câmara anterior (disgenesia trabecular). A principal diferença fisiopatológica em relação ao adulto é a resposta dos tecidos oculares à pressão. Enquanto no adulto o dano é quase exclusivamente no nervo óptico, na criança há uma alteração estrutural global. O reconhecimento precoce do aumento do diâmetro corneano e das estrias de Haab é vital, pois o tratamento é predominantemente cirúrgico (goniotomia ou trabeculotomia). O atraso no diagnóstico leva à ambliopia irreversível e cegueira por dano óptico e cicatrizes corneanas.
As Estrias de Haab são rupturas horizontais ou curvilíneas na membrana de Descemet causadas pelo estiramento da córnea devido à pressão intraocular elevada em olhos jovens e elásticos. São sinais patognomônicos de glaucoma congênito ou do desenvolvimento que ocorreu antes dos 3 anos de idade.
Até aproximadamente os 3 anos de idade, o colágeno da esclera e da córnea é mais elástico. Quando a PIO sobe, o globo ocular inteiro se expande, resultando em buftalmia (olho de boi) e megalocórnea. No adulto, o tecido já está consolidado e rígido, impedindo essa expansão.
A tríade clássica é composta por epífora (lacrimejamento), fotofobia e blefaroespasmo. Ao exame físico, somam-se a opacidade corneana (edema), o aumento do diâmetro horizontal da córnea (>12mm no primeiro ano) e as estrias de Haab.
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