CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2020
Recém-nascido com obstrução crônica de canal lacrimal à direita evoluiu com quadro de buftalmo ipsolateral ao longo do primeiro ano de idade. Sobre a hipótese diagnóstica, é correto afirmar que:
Uso crônico de corticoide em lactentes → ↑ PIO → Buftalmo (glaucoma cortisônico secundário).
O uso inadvertido e prolongado de colírios de corticoides para tratar inflamações oculares recorrentes pode induzir glaucoma secundário, manifestando-se como buftalmo em crianças devido à elasticidade ocular.
O glaucoma induzido por corticoides é uma forma de glaucoma secundário de ângulo aberto. Em lactentes com obstrução congênita do ducto nasolacrimal, a estase de lágrima predispõe a quadros de dacriocistite e conjuntivite de repetição. O uso frequente de colírios combinados (antibiótico + corticoide) por prescrição ou automedicação é um risco grave. Diferente do adulto, a hipertensão ocular na criança leva à distensão da esclera e aumento do diâmetro corneano (buftalmo), além de estrias de Haab (rupturas na membrana de Descemet). O diagnóstico exige anamnese farmacológica detalhada e o tratamento principal é a suspensão imediata do corticoide, embora danos estruturais e neuropatia óptica possam ser irreversíveis.
Os corticoides aumentam a resistência ao escoamento do humor aquoso na malha trabecular, possivelmente por induzir o acúmulo de glicosaminoglicanos e alterar a expressão gênica celular.
É o aumento do diâmetro do globo ocular (olho de boi) que ocorre quando a pressão intraocular está elevada em crianças menores de 3 anos, cujos tecidos oculares ainda são elásticos.
A conduta inicial envolve massagem de Crigler e higiene. Se houver falha após os 6-12 meses, indica-se sondagem das vias lacrimais, evitando-se sempre o uso prolongado de corticoides.
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