CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Assinale a alternativa correta sobre o glaucoma congênito:
Glaucoma congênito → maioria esporádica; tríade clássica: epífora + fotofobia + blefaroespasmo.
O glaucoma congênito primário resulta de uma malformação do ângulo (trabeculodisgenesia). Embora existam formas familiares, a maioria dos casos ocorre de forma isolada.
O glaucoma congênito primário é uma emergência oftalmológica pediátrica. O diagnóstico precoce é vital para preservar a visão. Clinicamente, manifesta-se pela tríade de fotofobia, blefaroespasmo e epífora, frequentemente confundida com obstrução de via lacrimal. O aumento do diâmetro corneano (geralmente >12mm no primeiro ano) e a presença de estrias de Haab (rupturas na membrana de Descemet) são sinais patognomônicos. O tratamento é essencialmente cirúrgico (goniotomia ou trabeculotomia), visando abrir o ângulo malformado.
A causa principal é a trabeculodisgenesia isolada, uma falha no desenvolvimento embrionário do ângulo da câmara anterior que impede o escoamento adequado do humor aquoso. Isso leva ao aumento da pressão intraocular (PIO), que em olhos infantis causa distensão dos tecidos oculares.
O buftalmo (olho de boi) ocorre porque as fibras colágenas da esclera e da córnea da criança pequena (até os 3 anos) são elásticas. Quando a PIO aumenta, o globo ocular se expande. Após essa idade, a esclera torna-se mais rígida e o aumento da PIO causa dano ao nervo óptico sem aumentar o tamanho do olho.
Não. Embora existam mutações conhecidas (como no gene CYP1B1) com padrão de herança autossômico recessivo, a grande maioria dos casos de glaucoma congênito primário é esporádica, ou seja, ocorre sem história familiar prévia ou padrão genético identificável na família.
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