Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Durante consulta de puericultura, o médico avalia um recém-nascido de 1 mês em que a mãe se queixa de lacrimejamento em ambos os olhos desde o nascimento. Na sua alta hospitalar o diagnóstico relatado para a mãe era de que se tratava de conjuntivite química, entretanto o quadro não melhorou. Ao exame físico o médico nota que além de lacrimejamento em ambos os olhos desde o nascimento, o diâmetro corneano está aumentado bilateralmente e é impossível distinguir os detalhes da íris e pupila. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é
Lacrimejamento + megalocórnea + opacidade corneana em RN/lactente → suspeitar de Glaucoma Congênito.
O glaucoma congênito é uma condição rara, mas grave, caracterizada pela elevação da pressão intraocular desde o nascimento ou primeiros meses de vida. Os sinais clássicos incluem lacrimejamento excessivo, fotofobia, blefaroespasmo, e o aumento do diâmetro corneano (buftalmo ou megalocórnea) com possível opacificação da córnea, que são cruciais para o diagnóstico.
O glaucoma congênito é uma condição oftalmológica rara, mas grave, caracterizada pela elevação da pressão intraocular (PIO) devido a anomalias no desenvolvimento do sistema de drenagem do humor aquoso. Manifesta-se geralmente nos primeiros meses de vida e, se não tratado, pode levar à cegueira irreversível. É uma causa importante de cegueira infantil. Os sinais clínicos clássicos incluem a tríade de lacrimejamento excessivo (epífora), fotofobia e blefaroespasmo. No entanto, o achado mais distintivo é o aumento do diâmetro corneano (megalocórnea ou buftalmo), que ocorre devido à distensão do globo ocular ainda elástico pela PIO elevada. A opacificação da córnea, causada por edema, também é um sinal tardio e grave. A dificuldade em distinguir detalhes da íris e pupila, como descrito no caso, sugere opacificação corneana. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas, e confirmado por exames oftalmológicos especializados que avaliam a PIO, o diâmetro corneano e o estado do nervo óptico. O tratamento é predominantemente cirúrgico, visando restaurar o fluxo de drenagem do humor aquoso. O prognóstico visual depende do diagnóstico e tratamento precoces, sendo a puericultura um momento chave para a suspeita.
Os sinais clássicos incluem a tríade de lacrimejamento excessivo (epífora), fotofobia e blefaroespasmo. Além disso, pode-se observar aumento do diâmetro corneano (buftalmo ou megalocórnea) e opacificação da córnea.
O aumento da pressão intraocular em olhos infantis, que ainda são elásticos, leva à distensão do globo ocular, resultando no aumento do diâmetro da córnea (megalocórnea) e, em casos avançados, do olho inteiro (buftalmo).
O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para preservar a visão. A elevação crônica da pressão intraocular pode causar danos irreversíveis ao nervo óptico e cegueira se não for controlada.
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