CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Paciente com suspeita de glaucoma congênito. Qual achado reforça o diagnóstico?
Glaucoma congênito → Estrias de Haab (rupturas horizontais na membrana de Descemet).
O aumento da pressão intraocular no olho elástico da criança causa estiramento do globo (buftalmo) e rupturas lineares na Descemet, conhecidas como estrias de Haab.
O glaucoma congênito primário é uma emergência oftalmológica cirúrgica decorrente da malformação do ângulo da câmara anterior (disgenesia trabecular). Diferente do adulto, o olho da criança é complacente, expandindo-se sob pressão (buftalmo). As estrias de Haab são sinais patognomônicos de que houve estiramento excessivo. O diagnóstico precoce é vital para preservar a visão, e o tratamento de escolha é quase sempre cirúrgico (goniotomia ou trabeculotomia), visando facilitar a drenagem do humor aquoso através das estruturas malformadas.
São rupturas na membrana de Descemet causadas pelo aumento rápido do diâmetro corneano devido à alta pressão intraocular em olhos de crianças (até os 3 anos). Elas costumam ser horizontais ou concêntricas ao limbo e permanecem como cicatrizes permanentes.
A tríade clássica é composta por epífora (lacrimejamento), fotofobia e blefaroespasmo. Esses sintomas resultam da irritação corneana causada pelo edema e pela distensão do segmento anterior.
Um diâmetro corneano maior que 11 mm ao nascimento ou maior que 12 mm no primeiro ano de vida é altamente suspeito de glaucoma congênito (megalocórnea/buftalmo), especialmente se acompanhado de opacificação ou edema.
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