CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017
Intubação endotraqueal, durante o exame de narcose, em um paciente com suspeita de glaucoma congênito:
Laringoscopia e Succinilcolina ↑ PIO; Agentes inalatórios e Barbitúricos ↓ PIO.
A intubação endotraqueal e o uso de succinilcolina elevam a pressão intraocular, o que pode mascarar ou interferir no diagnóstico do glaucoma congênito.
O exame sob narcose é fundamental para o diagnóstico e acompanhamento do glaucoma congênito em crianças. No entanto, o anestesiologista e o oftalmologista devem estar cientes de que quase todas as intervenções anestésicas alteram a PIO. A intubação endotraqueal causa um pico hipertensivo ocular devido à estimulação simpática e ao aumento da resistência venosa. A succinilcolina é classicamente evitada ou usada com cautela em cirurgias oculares abertas pelo risco de extrusão de conteúdo ocular, e no glaucoma, pelo aumento da pressão. Por outro lado, os agentes inalatórios reduzem a PIO. Portanto, para uma medida fidedigna, a pressão deve ser aferida logo após a indução, antes da intubação, ou utilizando técnicas que minimizem essas variações.
A laringoscopia e a intubação endotraqueal provocam uma resposta simpática que resulta em aumento da pressão arterial e, consequentemente, um aumento transitório, mas significativo, da pressão intraocular (PIO).
A succinilcolina, um bloqueador neuromuscular despolarizante, causa contração tônica dos músculos extraoculares, o que eleva a PIO em cerca de 5 a 10 mmHg por aproximadamente 5 a 10 minutos.
A maioria dos agentes anestésicos, incluindo propofol, barbitúricos e gases inalatórios (como o sevoflurano), tendem a reduzir a pressão intraocular, o que pode levar a uma subestimativa da gravidade do glaucoma se a medida for feita tardiamente.
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