AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
Ao examinar um recém-nascido a termo do sexo masculino, percebe-se que ele apresenta diâmetro corneano do olho direito aumentado, ausência de reflexo vermelho ipsilateral e epífora sem secreção. O provável diagnóstico é:
RN com buftalmia + epífora + ausência reflexo vermelho → suspeitar glaucoma congênito.
A tríade clássica do glaucoma congênito em recém-nascidos inclui buftalmia (aumento do diâmetro corneano), epífora (lacrimejamento excessivo) e fotofobia. A ausência do reflexo vermelho, juntamente com o aumento da córnea, sugere opacificação ou edema corneano, achados importantes para o diagnóstico.
O glaucoma congênito é uma condição rara, mas grave, caracterizada pelo aumento da pressão intraocular (PIO) em recém-nascidos e lactentes, devido a um desenvolvimento anormal do sistema de drenagem do humor aquoso. É uma emergência oftalmológica pediátrica que exige diagnóstico e tratamento precoces para preservar a visão. Os sinais clássicos incluem a tríade de buftalmia (aumento do diâmetro corneano), epífora (lacrimejamento) e fotofobia. Outros achados podem ser opacificação corneana (edema), ausência do reflexo vermelho e miopia progressiva. A fisiopatologia envolve a disgenesia do ângulo da câmara anterior, impedindo a drenagem adequada do humor aquoso. O tratamento é primariamente cirúrgico, com procedimentos como goniotomia ou trabeculotomia, visando restaurar o fluxo do humor aquoso. O prognóstico visual depende da precocidade do diagnóstico e tratamento, sendo essencial o acompanhamento oftalmológico rigoroso para monitorar a PIO e o desenvolvimento visual.
A tríade clássica inclui buftalmia (aumento do diâmetro corneano), epífora (lacrimejamento excessivo) e fotofobia. Pode haver também opacificação corneana e ausência do reflexo vermelho.
A ausência do reflexo vermelho pode indicar opacificação da córnea devido ao edema causado pela pressão intraocular elevada, ou outras alterações no segmento anterior do olho, dificultando a passagem da luz.
O diagnóstico é clínico, com medição da pressão intraocular sob anestesia e exame do segmento anterior e posterior. O diagnóstico precoce é crucial para preservar a visão, pois o tratamento cirúrgico é mais eficaz antes que ocorram danos irreversíveis.
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