CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Paciente fácico, câmara ampla e com hemorragia vítrea difusa secundária à retinopatia diabética evoluiu com quadro de aumento de pressão intraocular sem a presença de neovasos. É correto inferir como provável hipótese diagnóstica:
Hemorragia vítrea antiga → Hemácias rígidas (células fantasma) → Obstrução do trabeculado → ↑PIO.
O glaucoma eritroclástico ocorre quando hemácias degeneradas perdem flexibilidade e migram para a câmara anterior, bloqueando mecanicamente o escoamento do humor aquoso.
O glaucoma de células fantasma é uma forma secundária de glaucoma de ângulo aberto. Ocorre tipicamente após uma hemorragia vítrea que persiste por semanas, permitindo a degeneração das hemácias. Quando há uma ruptura na hialoide anterior (por trauma, cirurgia ou vitrectomia), essas células migram para a câmara anterior. Diferencia-se do glaucoma hemolítico, onde a obstrução é feita por macrófagos que fagocitaram hemoglobina.
São hemácias que permaneceram no vítreo por 1 a 3 semanas, perdendo sua hemoglobina e tornando-se esféricas, rígidas e de cor cáctea (amarelada). Sua rigidez impede que passem pelos poros do trabeculado.
O glaucoma neovascular apresenta vasos anômalos na íris e no ângulo (rubeosis iridis). O eritroclástico apresenta câmara anterior com células pequenas e amareladas, sem neovasos, em um contexto de hemorragia vítrea prévia.
O tratamento inicial é clínico para controle da PIO. Se refratário, pode ser necessária a lavagem da câmara anterior ou vitrectomia posterior para remover o reservatório de células fantasma no vítreo.
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