CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2025
Qual dos pacientes abaixo melhor se beneficiaria com a realização da iridotomia periférica a laser?
Ângulo estreito (malha invisível >180°) + goniossinéquias → Iridotomia periférica a laser.
A iridotomia é indicada em pacientes com suspeita de fechamento angular primário (malha trabecular não visível em >180°) que apresentam sinais de risco como goniossinéquias ou PIO elevada.
O manejo do ângulo estreito baseia-se na identificação precoce de olhos em risco de fechamento angular primário. A iridotomia periférica a laser equaliza a pressão entre as câmaras posterior e anterior, eliminando o bloqueio pupilar e permitindo que a íris periférica se afaste do trabeculado. No caso clínico B, a paciente apresenta malha trabecular não visível em >180° e raras goniossinéquias, o que a classifica como portadora de fechamento angular primário, sendo a candidata ideal para o procedimento. É fundamental diferenciar o fechamento angular do glaucoma de ângulo aberto (como o pigmentar ou o pseudofácico com ângulo aberto). Em pacientes pseudofácicos, a lente intraocular geralmente elimina o risco de bloqueio pupilar relativo, tornando a iridotomia desnecessária, a menos que haja uma configuração específica de íris em platô ou bloqueio por restos capsulares, o que não é o padrão.
A iridotomia periférica a laser (LPI) é indicada principalmente para o tratamento e prevenção do glaucoma de ângulo fechado causado por bloqueio pupilar. Os critérios incluem pacientes com ângulo estreito (onde a malha trabecular posterior não é visível em pelo menos 180 graus na gonioscopia), presença de goniossinéquias (sinéquias anteriores periféricas), pressão intraocular elevada associada ao estreitamento angular, ou em olhos contralaterais de pacientes que tiveram crise de fechamento angular agudo.
A gonioscopia é o padrão-ouro para avaliar a anatomia do ângulo da câmara anterior. Se a malha trabecular pigmentada não for visível em mais de dois quadrantes (180°) sem manobras de indentação, o paciente é classificado como suspeito de fechamento angular primário. Se houver goniossinéquias ou aumento da PIO, a intervenção com laser torna-se mandatória para prevenir o fechamento angular definitivo e a neuropatia óptica glaucomatosa.
No glaucoma pigmentar (como no caso C da questão), o mecanismo é o contato iridozonular e a dispersão de pigmento em um ângulo que é tipicamente aberto. Embora a iridotomia possa ser discutida em casos selecionados de curvatura posterior da íris (concavidade), ela não é o tratamento de primeira linha para o controle da PIO ou da pigmentação em 'borra de café' no trabeculado, que caracteriza o glaucoma pigmentar clássico.
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