UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Paciente feminina, de 67 anos, veio à Emergência queixando-se de dor ocular intensa à direita que se irradiava a todo hemicrânio direito, de início súbito há aproximadamente 8 horas, acompanhada de náuseas e vômitos. Negou trauma ocular. Tinha histórico de hipertensão arterial e diabetes melito tipo 2. Ao exame, o olho direito apresentava acuidade visual corrigida de 20/200, injeção conjuntival importante, córnea com aparência esbranquiçadoazulada, olho duro à palpação e pupila semidilatada não reativa à luz. Com base nos achados, qual a conduta inicial mais adequada?
Glaucoma agudo de ângulo fechado: dor ocular intensa, olho duro, pupila semidilatada não reativa. Conduta inicial → Redução rápida da PIO com osmóticos (manitol), inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida) e beta-bloqueadores (timolol).
O quadro clínico de dor ocular intensa, olho duro à palpação, córnea edemaciada (esbranquiçada-azulada) e pupila semidilatada não reativa é clássico de glaucoma agudo de ângulo fechado. A conduta inicial visa a redução rápida da pressão intraocular (PIO) para evitar danos irreversíveis ao nervo óptico, utilizando agentes osmóticos, inibidores da anidrase carbônica e beta-bloqueadores tópicos, seguidos de mióticos como a pilocarpina após a redução da PIO.
O glaucoma agudo de ângulo fechado é uma emergência oftalmológica caracterizada por um aumento súbito e acentuado da pressão intraocular (PIO), que pode levar à perda irreversível da visão em poucas horas se não for tratado adequadamente. É mais comum em idosos, mulheres e pessoas com hipermetropia. A fisiopatologia envolve o bloqueio da drenagem do humor aquoso devido ao fechamento do ângulo iridocorneano, onde a íris se aproxima da córnea, impedindo o acesso à malha trabecular. Os sintomas são dramáticos e incluem dor ocular intensa, visão turva, halos coloridos, náuseas e vômitos, que podem mimetizar outras condições, como enxaqueca ou problemas gastrointestinais. O diagnóstico é clínico, baseado nos achados de injeção conjuntival, edema de córnea, pupila semidilatada e não reativa, e olho 'duro' à palpação. A medição da PIO confirmará o diagnóstico, geralmente com valores muito elevados. O tratamento inicial é uma corrida contra o tempo para reduzir a PIO e preservar o nervo óptico. Isso envolve uma combinação de medicamentos que diminuem a produção de humor aquoso (beta-bloqueadores tópicos, inibidores da anidrase carbônica sistêmicos e tópicos) e aumentam sua drenagem (agentes osmóticos como o manitol). Após a estabilização da PIO, mióticos como a pilocarpina podem ser usados para tentar abrir o ângulo. A iridotomia a laser é o tratamento definitivo para prevenir novas crises. Para residentes, é crucial reconhecer rapidamente este quadro e iniciar o tratamento adequado, pois o prognóstico visual depende diretamente da rapidez da intervenção.
Os sinais e sintomas incluem dor ocular intensa e súbita, que pode irradiar para a cabeça, visão turva, halos coloridos ao redor das luzes, náuseas e vômitos. Ao exame, observa-se injeção conjuntival, córnea edemaciada (opaca), pupila semidilatada e não reativa à luz, e o olho pode estar 'duro' à palpação devido à alta pressão intraocular.
Ocorre um bloqueio súbito da drenagem do humor aquoso através da malha trabecular devido ao fechamento do ângulo iridocorneano, levando a um rápido e acentuado aumento da pressão intraocular (PIO). É uma emergência porque a PIO elevada pode causar dano irreversível ao nervo óptico em poucas horas, resultando em perda permanente da visão.
O tratamento inicial visa reduzir rapidamente a PIO. Inclui agentes osmóticos intravenosos (manitol), inibidores da anidrase carbônica sistêmicos (acetazolamida) e tópicos (colírios), beta-bloqueadores tópicos (timolol) para diminuir a produção de humor aquoso. Após a redução da PIO, pode-se usar mióticos (pilocarpina) para contrair a pupila e tentar abrir o ângulo.
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