CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2018
Células secretoras merócrinas piramidais agrupadas em ácinos, cujo produto se espalha em um lúmen formando uma rede de túbulos progressivamente mais calibrosos. Trata-se da descrição histológica de:
Glândula lacrimal = secreção merócrina + ácinos serosos + túbulos.
A glândula lacrimal principal possui estrutura tubuloacinosa composta por células piramidais que secretam a porção aquosa do filme lacrimal por mecanismo merócrino.
A glândula lacrimal principal localiza-se na fossa lacrimal do osso frontal, na porção supero-temporal da órbita. Ela é dividida pelo tendão do músculo levantador da pálpebra superior em dois lobos: orbital e palpebral. Histologicamente, é semelhante à glândula parótida, composta por ácinos serosos. As células mioepiteliais circundam os ácinos e auxiliam na expulsão da secreção para o sistema ductular. A inervação autonômica desempenha papel crucial na regulação da secreção lacrimal reflexa, sendo o nervo facial (VII par) o principal responsável pela via eferente parassimpática.
A glândula lacrimal principal é uma glândula exócrina do tipo merócrina. Isso significa que as células secretoras liberam seu produto (lágrima aquosa) através de exocitose de grânulos secretores, sem perda de citoplasma ou destruição da célula durante o processo.
As células são predominantemente do tipo seroso, com formato piramidal, organizadas em ácinos. Elas possuem núcleos basais e grânulos de secreção apicais. Esses ácinos drenam para um sistema de ductos progressivamente maiores que desembocam no fórnice conjuntival superior.
A glândula lacrimal é tubuloacinosa serosa e merócrina, produzindo a camada aquosa. As glândulas de Meibomius são glândulas sebáceas modificadas, com secreção holócrina (a célula se desintegra para liberar o conteúdo), produzindo a camada lipídica do filme lacrimal.
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