GIST: Diagnóstico Molecular e Tratamento com Imatinibe

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025

Enunciado

Os tumores estromais, também denominados GiST, podem afetar diversos locais do aparelho digestivo. O seu diagnóstico e uma das formas de tratamento após a realização da cirurgia são a presença

Alternativas

  1. A) do gene Kit positivo, do índice mitótico e do tratamento com Leucovorin.
  2. B) das células em anel de sinete, do granuloma não caseoso e do tratamento com 5‑fluoracil.
  3. C) dos infiltrados neutrofilicos, da destruição das criptas e do tratamento com Xeloda.
  4. D) dos adenomas serrilhados e da displasia de alto grau, além do tratamento com rituximabe.
  5. E) do gene Kit positivo com análise do índice mitótico e do tratamento com mesalito de imatinimbe.

Pérola Clínica

GIST = Gene KIT positivo + índice mitótico + tratamento com Imatinibe.

Resumo-Chave

O diagnóstico de GIST é confirmado pela presença da mutação no gene KIT (CD117 positivo) e análise do índice mitótico para estratificação de risco. O tratamento adjuvante pós-cirúrgico padrão é com mesilato de imatinibe, um inibidor de tirosina quinase.

Contexto Educacional

Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são os sarcomas mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou de seus precursores. Embora possam ocorrer em qualquer parte do aparelho digestivo, são mais frequentes no estômago e intestino delgado. O diagnóstico e manejo dos GISTs representam um avanço significativo na oncologia, com a introdução de terapias alvo altamente eficazes. O diagnóstico de GIST é primariamente histopatológico, com a identificação de células fusiformes ou epitelióides. Contudo, a característica molecular definidora é a presença de mutações ativadoras nos genes KIT (CD117) ou PDGFRA (Platelet-Derived Growth Factor Receptor Alpha) em aproximadamente 85-90% dos casos. A imuno-histoquímica para CD117 é um pilar diagnóstico. Além disso, a análise do índice mitótico (número de mitoses por área de alto campo) é fundamental para a estratificação de risco de recorrência e metástase, juntamente com o tamanho e a localização do tumor. O tratamento padrão para GIST localizado é a ressecção cirúrgica completa. Após a cirurgia, a terapia adjuvante com mesilato de imatinibe, um inibidor de tirosina quinase, é recomendada para pacientes com risco intermediário ou alto de recorrência, baseando-se na presença das mutações KIT/PDGFRA. O imatinibe revolucionou o prognóstico desses pacientes, prolongando significativamente a sobrevida livre de doença e a sobrevida global ao inibir seletivamente as vias de sinalização ativadas pelas mutações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais marcadores diagnósticos para GIST?

Os principais marcadores diagnósticos para GIST são a positividade para o gene KIT (CD117), que é uma proteína transmembrana, e a análise do índice mitótico, que auxilia na estratificação do risco de recorrência.

Por que o imatinibe é o tratamento de escolha para GIST?

O imatinibe (mesilato de imatinibe) é um inibidor de tirosina quinase que atua bloqueando a atividade do receptor KIT mutado, que é o principal driver do crescimento tumoral na maioria dos GISTs, sendo eficaz no tratamento adjuvante e em doença avançada.

Qual a importância do índice mitótico no prognóstico do GIST?

O índice mitótico é um fator prognóstico crucial no GIST, pois reflete a atividade proliferativa do tumor. Tumores com alto índice mitótico têm maior risco de recorrência e metástase, influenciando a decisão sobre a duração do tratamento adjuvante.

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