GIST: Fatores Prognósticos de Recidiva e Sobrevida

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente com GIST (gastrointestinal stromal tumor) do trato digestivo ressecado há 1 semana, pergunta a seu cirurgião sobre prognóstico de recidiva e sobrevida. Quais são os pontos que podem estimar essas informações?

Alternativas

  1. A) Número de mitoses, localização, tamanho do tumor.
  2. B) Expressão do ki67, margens de ressecção maiores que 5 cm, número de mitoses.
  3. C) Expressão do C-kit, metástases linfonodais, metástases hepáticas.
  4. D) Expressão da estreptolisina, número de mitoses, presença de leucoplasia.

Pérola Clínica

GIST: prognóstico de recidiva e sobrevida → número de mitoses, localização e tamanho do tumor.

Resumo-Chave

A estratificação de risco para GIST é multifatorial, sendo os principais preditores de recidiva e sobrevida o tamanho do tumor, o índice mitótico e a localização (gástrico vs. não gástrico). Tumores gástricos geralmente têm melhor prognóstico que os de intestino delgado para o mesmo tamanho e índice mitótico.

Contexto Educacional

O Gastrointestinal Stromal Tumor (GIST) é o tumor mesenquimal mais comum do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal. Após a ressecção cirúrgica, a avaliação do prognóstico de recidiva e sobrevida é crucial para o planejamento do acompanhamento e da terapia adjuvante. Os principais fatores que guiam essa estratificação de risco são o tamanho do tumor, o índice mitótico (número de mitoses por 50 campos de grande aumento) e a localização anatômica do tumor. Tumores maiores e com alto índice mitótico estão associados a um maior risco de recidiva e pior sobrevida. A localização também é um fator independente; GISTs gástricos tendem a ter um prognóstico mais favorável do que os localizados no intestino delgado, mesmo quando comparados tumores de mesmo tamanho e índice mitótico. Outros fatores, como a ruptura tumoral, também podem influenciar negativamente o prognóstico. A compreensão desses fatores prognósticos é fundamental para o cirurgião e o oncologista, permitindo uma comunicação clara com o paciente sobre as expectativas pós-operatórias e a tomada de decisões sobre a necessidade de terapia adjuvante com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, que tem demonstrado melhorar significativamente a sobrevida livre de doença em pacientes de alto risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores que influenciam o prognóstico de um GIST?

Os principais fatores prognósticos para GIST são o tamanho do tumor, o índice mitótico (número de mitoses por 50 campos de grande aumento) e a localização do tumor (gástrico, intestino delgado, etc.).

Por que a localização do GIST é importante para o prognóstico?

A localização é importante porque GISTs gástricos geralmente têm um comportamento menos agressivo e um risco de recidiva menor do que GISTs de intestino delgado, mesmo com o mesmo tamanho e índice mitótico.

Como o índice mitótico é avaliado no GIST e qual sua relevância?

O índice mitótico é avaliado microscopicamente pelo patologista, contando o número de mitoses por 50 campos de grande aumento. Ele é um dos mais fortes preditores de comportamento agressivo e risco de recidiva em GIST.

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