Ginecomastia Puberal: Manejo e Acompanhamento Clínico

UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Adolescente, 14 anos, masculino, comparece ao ambulatório com queixa dor quando mexe no seio esquerdo. No exame físico é palpado abaixo da aréola do seio esquerdo, massa fibrosa com cerca de 1 cm de diâmetro.O estágio de Tunner é 4, com o volume testicular de 8 ml. A conduta nesse caso é:

Alternativas

  1. A) avaliar a sensibilidade local durante o exame da massa e, se for dolorosa, encaminhar para avaliação de endocrinologista.
  2. B) checar se na história familiar há acometimentos semelhantes e solicitar dosagem de hormônios tireoidianos e testosterona.
  3. C) tranquilizar o adolescente observando que seu desenvolvimento está normal e o acompanhamento deverá ser clínico.
  4. D) explicar ao adolescente o que foi detectado no exame clínico, mostrando a necessidade de realizar exames de imagem.
  5. E) considerar a possibilidade de remoção cirúrgica da massa levando em conta o diâmetro atual, o estadiamento e volume do testículo.

Pérola Clínica

Ginecomastia puberal fisiológica é comum em adolescentes, geralmente transitória e benigna, requerendo apenas acompanhamento clínico.

Resumo-Chave

A ginecomastia é uma condição comum e benigna na puberdade masculina, ocorrendo em até 70% dos adolescentes. Geralmente é bilateral, mas pode ser unilateral, e costuma regredir espontaneamente em 6 meses a 2 anos. O estadiamento de Tanner 4 e volume testicular de 8ml são compatíveis com puberdade avançada, onde a ginecomastia fisiológica é esperada.

Contexto Educacional

A ginecomastia puberal é uma condição extremamente comum, afetando até 70% dos adolescentes do sexo masculino, geralmente entre 13 e 14 anos. É caracterizada pelo aumento benigno do tecido glandular mamário, resultante de um desequilíbrio transitório entre os níveis de estrogênio e androgênios durante a puberdade. Embora possa causar desconforto psicológico e, ocasionalmente, dor leve, na vasta maioria dos casos, é uma condição fisiológica e autolimitada. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. É crucial diferenciar a ginecomastia verdadeira (tecido glandular) da pseudoginecomastia (acúmulo de tecido adiposo). A avaliação inclui o estadiamento de Tanner para determinar o estágio puberal e a medição do volume testicular. Um estadiamento de Tanner 4 com volume testicular de 8ml indica puberdade avançada, onde a ginecomastia fisiológica é um achado esperado. A presença de massa fibrosa de 1 cm abaixo da aréola é um achado típico. A conduta na ginecomastia puberal fisiológica é o acompanhamento clínico e o reasseguramento. Exames complementares ou intervenções cirúrgicas são raramente necessários, sendo reservados para casos de ginecomastia persistente, muito sintomática, ou com características atípicas que sugiram uma causa patológica subjacente. A regressão espontânea ocorre em 6 meses a 2 anos na maioria dos casos, tornando a observação a melhor abordagem inicial.

Perguntas Frequentes

O que é ginecomastia puberal?

A ginecomastia puberal é o aumento benigno do tecido mamário glandular em meninos durante a puberdade, devido a um desequilíbrio transitório entre estrogênio e androgênios.

Quando a ginecomastia em adolescentes é preocupante?

Deve-se investigar causas patológicas se a ginecomastia for de início pré-puberal, de crescimento rápido, muito dolorosa, assimétrica, associada a outros sinais de feminilização ou se persistir após 2 anos do início.

Qual o tratamento para ginecomastia fisiológica?

O tratamento para a ginecomastia fisiológica é o acompanhamento clínico, com reasseguramento ao paciente e à família, pois a condição geralmente regride espontaneamente em 6 meses a 2 anos.

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