UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
Adolescente, sexo masculino, 12 anos, veio encaminhado ao ambulatório de Hebiatria por relatar ao pediatra dor e nodulação em região mamária há 6 meses. Relata que, há 6 meses, iniciou aumento de pênis e pilificação genital. Nega quaisquer outras queixas. Nega uso de medicações, assim como uso de qualquer substância, lícitas e ilícitas. Paciente saudável, com prática de exercício físico estruturado, alimentação equilibrada e sono reparador. Ao exame físico, sem alterações, com desenvolvimento puberal de Tanner G3 (pênis com 8 cm de comprimento) e P3, com testículos de cerca de 10 cm3 bilateralmente e presença de tecido glandular mamário bilateral com cerca de 4 cm de diâmetro. Assinale a alternativa CORRETA com relação à causa mais provável da ginecomastia e à conduta a ser realizada:
Ginecomastia puberal: comum em adolescentes, fisiológica, geralmente regride espontaneamente, conduta expectante.
A ginecomastia puberal é uma condição fisiológica comum em adolescentes do sexo masculino, resultante de um desequilíbrio transitório entre estrogênio e testosterona durante a puberdade. Geralmente benigna e autolimitada, a conduta inicial é expectante, com orientação e acompanhamento.
A ginecomastia puberal é uma condição benigna e fisiológica que afeta até 70% dos adolescentes masculinos durante a puberdade, geralmente entre 12 e 16 anos. É causada por um desequilíbrio temporário na relação estrogênio/androgênio, levando ao crescimento do tecido glandular mamário. Embora possa causar desconforto psicológico, na maioria dos casos, regride espontaneamente em 1 a 3 anos. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico. É fundamental diferenciar a ginecomastia verdadeira (tecido glandular) da pseudoginecomastia (tecido adiposo) e excluir causas patológicas como tumores, uso de drogas (lícitas ou ilícitas), doenças sistêmicas (hepáticas, renais, tireoidianas) ou síndromes genéticas (ex: Klinefelter). A avaliação do estágio de Tanner é crucial para contextualizar o achado. A conduta na ginecomastia puberal fisiológica é expectante, com acompanhamento clínico e suporte psicológico, se necessário. A maioria dos casos regride espontaneamente. Intervenções farmacológicas (antiestrogênios) ou cirúrgicas (mamoplastia) são reservadas para casos persistentes, sintomáticos, ou quando há grande impacto psicossocial, após exclusão de outras etiologias.
A ginecomastia puberal é caracterizada pelo aumento benigno do tecido glandular mamário em adolescentes masculinos, geralmente bilateral, sensível à palpação e ocorrendo durante os estágios médios da puberdade (Tanner G3-G4).
A principal causa é um desequilíbrio transitório entre os níveis de estrogênio e testosterona, com um aumento relativo da atividade estrogênica, que estimula o crescimento do tecido mamário glandular.
A investigação é necessária se a ginecomastia for unilateral, assimétrica, de rápido crescimento, dolorosa, associada a outros sinais de feminilização, ou se persistir após 18-24 meses ou além do final da puberdade.
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