AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Escolar, masculino, 10 anos, vem a consulta com queixa de ginecomastia. Deve-se suspeitar de ginecomastia patológica quando:
Ginecomastia patológica → associada a sangramento/secreção mamilar, unilateral, consistência dura, crescimento rápido.
A ginecomastia puberal fisiológica é comum e geralmente bilateral, retroareolar e autolimitada. Sinais de alerta como sangramento ou secreção mamilar, unilateralidade persistente, consistência endurecida ou crescimento rápido sugerem uma causa patológica que exige investigação.
A ginecomastia é o aumento benigno do tecido glandular mamário masculino, resultante de um desequilíbrio entre estrogênios e androgênios. É comum em três fases da vida: neonatal, puberal e senil, sendo a ginecomastia puberal fisiológica a mais frequente em escolares e adolescentes, geralmente bilateral e autolimitada. No entanto, a presença de certos sinais de alerta deve levantar a suspeita de uma causa patológica subjacente. A fisiopatologia da ginecomastia patológica pode envolver diversas condições, como tumores produtores de hormônios (testiculares, adrenais, hipofisários), doenças sistêmicas (insuficiência renal ou hepática, hipertireoidismo), uso de medicamentos (espironolactona, cimetidina, digoxina) ou síndromes genéticas (Klinefelter). A avaliação clínica detalhada é crucial para diferenciar a ginecomastia fisiológica da patológica. Sinais como sangramento ou secreção mamilar, ginecomastia unilateral, consistência endurecida, fixação aos planos profundos, crescimento rápido, dor intensa, ou associação com outros sinais de virilização ou feminização, são indicativos de patologia e exigem investigação diagnóstica aprofundada. O manejo dependerá da causa subjacente, podendo variar de observação a tratamento medicamentoso ou cirúrgico.
A ginecomastia fisiológica na puberdade é geralmente bilateral, simétrica, de consistência macia ou elástica e pode ser levemente dolorosa ao toque, regredindo espontaneamente em 1 a 2 anos.
A ginecomastia unilateral persistente, especialmente se associada a nódulos duros, fixos, irregulares, ou alterações na pele, é um sinal de alerta para causas patológicas, incluindo câncer de mama masculino.
A investigação pode incluir dosagens hormonais (testosterona, estradiol, LH, FSH, prolactina, TSH), função hepática e renal, ultrassonografia mamária e, em casos selecionados, biópsia.
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