HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015
Menino com 2 meses de idade é levado à uma Unidade Básica de Saúde, pois a mãe está muito preocupada com o aumento de suas mamas. Ao examiná-lo, o médico detecta tecido mamário hipertrofiado, com mamas com diâmetro de cerca de 2,5 cm. O médico deve orientar:
Ginecomastia neonatal = fisiológica, transitória, por hormônios maternos. Conduta: observação.
A ginecomastia neonatal é um achado fisiológico comum em recém-nascidos e lactentes jovens, decorrente da estimulação dos tecidos mamários pelos hormônios maternos (estrogênios) que atravessam a placenta. Geralmente é transitória e regride espontaneamente em semanas ou poucos meses, não necessitando de intervenção.
A ginecomastia neonatal, também conhecida como ingurgitamento mamário fisiológico do recém-nascido, é uma condição benigna e relativamente comum que afeta tanto meninos quanto meninas nos primeiros meses de vida. Caracteriza-se pelo aumento do tecido mamário, que pode ser uni ou bilateral, e ocasionalmente pode haver secreção de um líquido semelhante ao leite (galactorreia neonatal). É um achado importante na puericultura, pois gera grande ansiedade nos pais. A fisiopatologia está diretamente relacionada à exposição do feto aos hormônios maternos, principalmente estrogênios, durante a gestação. Esses hormônios atravessam a placenta e estimulam o desenvolvimento do tecido mamário do bebê. Após o nascimento, com a interrupção da exposição aos hormônios maternos e a queda de seus níveis no organismo do lactente, a ginecomastia tende a regredir espontaneamente. O diagnóstico é clínico, baseado no exame físico e na história, sem necessidade de exames complementares na maioria dos casos. A conduta para a ginecomastia neonatal é a observação. É fundamental tranquilizar os pais, explicando a natureza fisiológica e transitória da condição, e orientar para que não manipulem as mamas do bebê, a fim de evitar infecções ou traumas. A regressão geralmente ocorre em algumas semanas ou poucos meses. A persistência por mais de seis meses a um ano, ou a presença de outros sinais atípicos, pode justificar uma investigação mais aprofundada, embora seja rara.
A ginecomastia neonatal se manifesta como um aumento bilateral ou unilateral do tecido mamário em recém-nascidos e lactentes jovens, podendo variar de alguns milímetros a poucos centímetros de diâmetro. Pode haver, ocasionalmente, uma pequena secreção láctea.
A principal causa é a estimulação dos tecidos mamários do bebê pelos hormônios estrogênicos maternos que atravessam a placenta durante a gestação. Após o nascimento, com a queda desses hormônios, a condição tende a regredir espontaneamente.
A ginecomastia neonatal raramente requer investigação. No entanto, se o aumento mamário for muito assimétrico, doloroso, persistir por muitos meses (após 6 meses a 1 ano de idade), ou se houver outros sinais de virilização ou feminização, uma avaliação mais aprofundada pode ser considerada para excluir outras causas.
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